01 de Janeiro de 2010 - “A fita branca”

No primeiro dia do novo ano acordei já a duas horas da segunda metade do dia um pouco indisposto. Creio eu pela noite anterior que, apesar de não ter sido aquelas de deixar de enorme ressaca, deixou-me sim bem cansado. Levantei e como de costume a casa estava cheia de irmãos, sobrinhos, primos e vizinhos preparados para o primeiro almoço do ano e gritando a mim que preparasse o som para animar a festa. Após o almoço e a despedida das visitas voltei pra minha toca para colocar minha ‘watch list’ pra rodar no meu desktop, especialmente preparado para isso. Minha toca é como humildemente chamo meu quarto: um quadrado onde, além da cama e armário de costume em qualquer quarte que se preze, há também uma estante, onde estão meus livros, dvds e cds, a mesa onde ficam meu desktop e meu notebook e agora um home theater, para aumentar ainda mais minhas emoções e meu envolvimento com as produções que assisto.

Qualquer um que leia este blog deve pensar, que geek, que nerd, que *$%#@, ou qualquer merda que venha a cabeça. Pois que seja, adoro mesmo ‘loser my time’ como gosta de dizer um amigo meu, e troco sim muitos outros programas por um bom filme. Assim, continuando, comecei minha jornada de 2010 com um maravilhoso filme em p&b que me surpreendeu e me conquistou e junto de outros me deu a idéia deste blog e deste desafio que estou armando pra mim mesmo. “A fita branca” começava timidamente com o narrador em primeira pessoa me apresentando a aldeia onde morava com seus mistérios e dramáticos acontecimentos e me deixando menos adverso a língua alemã que tanto desprezava. Enquanto “A fita..” rodava as pessoas de minha casa se aprontavam pra mais uma primeira coisa do ano, um show de rua. Lembro que nessa hora lembrei da história que falam que tudo o que se faz no primeiro dia do ano você acaba fazendo o ano inteiro, sorri comigo mesmo pois era justamente o que queria e o que pretendo fazer: passar os 365 dias de 2010 como “Uma vida em filmes..”

No primeiro filme do ano aprendi a apreciar uma produção em p&b não só pela beleza de sua fotografia, pois a produção escolhida também foi de roteiro, direção e elenco de qualidade. Um retrato de uma época onde mostrava uma Alemanha também sofrida e esse sofrimento vinha nos olhos de suas crianças. Um filme estrangeiro de excelência que deixa longe as poucas esperanças de prêmios pro Brasil no Oscar ou outras premiações em que concorram. O filme acabou e quase que palmas dei ao seu final, mesmo com um fim que não me agradou tanto. Ao término do 1° filme do ano dei um tempo na ‘watch list’ e voltei ao outro motivo deste ‘projeto’, se assim posso chamar, engatei na leitura de “O Clube do Filme” que vem me fascinando e me despertando cada vez mais vontade de assistir e escrever sobre filmes e etc.

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