28 de Fevereiro de 2010 - “Skinwalkers – Amaldiçoados”

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27 de Fevereiro de 2010 – “O Fim da Escuridão”

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26 de Fevereiro de 2010 - “UP – Altas Aventuras”

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25 de Fevereiro de 2010 - “O Bando”

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24 de Fevereiro de 2010 - “O Segredo de Kells (The Secret of Kells)”

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23 de Fevereiro de 2010 - “Supercross – O Filme”

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22 de Fevereiro de 2010 - “Salve Geral”

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21 de Fevereiro de 2010 - “A Chamada (Echelon Conspiracy)”

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20 de Fevereiro de 2010 - “O Desinformante (The Informant)”

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19 de Fevereiro de 2010 - “Homens que Miravam Cabras (The Men Who Stares At Goats)”

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18 de Fevereiro de 2010 - “Nine”

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17 de Fevereiro de 2010 - “Besouro”

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16 de Fevereiro de 2010 - “Percy Jackson e o Ladrão de Raios

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15 de Fevereiro de 2010 - “Garota Genial (Funny Girl)"

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14 de Fevereiro de 2010 - “Ninja Assassino”

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13 de Fevereiro de 2010 - “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”

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12 de Fevereiro de 2010 - “Encurralado (Duel)”

Amanheci na sexta-feira com ressaca da decepção com o filme do dia anterior, o injusto indicado ao Oscar 2010, “Um homem Sério”. Inicie minha caminhada rotineira e cheguei no escritório sabendo que logo, logo iria pra loja. Fiz as tarefas inicias do dia e parti pra lá com meu note na mochila.

Já na loja, pra matar o tempo, preparei um post pra este blog e terminado o tempo voltei ao escritório. A sexta-feira de carnaval prometia festa para os foliões mas animados, o meu carnaval seria totalmente dedicado aos filmes, ou melhor a minha vida em filmes.

Chegou a tarde e com ela a hora de ir pra toca, cheguei e fui direto pra sessão de filme do dia. Preparei pra esse dia uma sessão de um clássico filme de Steven Spielberg. De 1971, o filme pra tv, “Encurralado (Duel)”. Botei “Encurralado” pra rodar e dei inicio a tensão provocada por esse grande suspense.

A vontade de assistir este filme começou quando li “O Clube do Filme” de David Gilmour. Um dos primeiros filmes do grande Spielberg, o filme trata-se de um suspense onde o protagonista nada mais é que o assustador caminhão do título original. A perseguição constante do caminhão ao, até então, pacato motorista interpretado por  Dennis Weaver, envolve aquele que assisti de maneira que passa a torcer pelo personagem como se fosse ele próprio.

Pra época, acredito, deve ter sido um desafio filmar tal produção. Posicionar a câmera de modo a pegar pontos realmente assustadores do veículo e não só o caminhão mas também a estrada é assustadora na visão proporcionada pelo filme.

O ponto forte do filme é justamente o de não mostrar a identidade do motorista do furioso caminhão, mas o caminhão por si só é uma assustadora figura. A aparência enferrujada, a buzina e a fumaça espirrada pelo veículo fazem o resto do trabalho. É difícil explicar a magia por trás de tal produção, o que se pode concluir é que foi dali que nasceu o grande cineasta que é hoje um dos maiores da história de hollywood e fez uma escola no cinema atual em que muitos querem seguir seus passos.

Assim como Gilmour descreve no “Clube do filme”, a grande estrela do filme é mesmo seu criador, Steven Spielberg. Um filme clássico surge na minha semana pré-carnaval pra livrar do trauma anterior criado pelos irmão Coen. Os caras do filme do dia anterior podem ser mestres do cinema original, mas prefiro a falta de originalidade de Spielberg, se esse for o caso. Adorei “Encurralado” e quero muito aprender, quando possível com esse mestre do cinema moderno.

Após a excitação com cada cena da grande estréia de Spielberg, acredite, na tv, desliguei o filme satisfeito com a ótima sessão e esperando que isso se repetisse na noite seguinte em que escolheria mais um indicado ao Oscar pra próxima sessão de “uma vida em filmes”.

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11 de Fevereiro de 2010 - “Um Homem Sério (A Serious Man)”

Quinta-feira em véspera de Carnaval e o trabalho continuava. Enquanto muitos turistas já chegavam na minha cidade e alguns conhecidos já se aprontavam para viajar, eu seguia na rotina de sempre caminhando até o escritório para mais um dia de trabalho.

No trabalho repetia as tarefas de sempre e o quando no relógio marcou 9h parti pra loja, onde fiquei até as 12:30. De volta pro escritório, fui direto pro almoço e enquanto almoçava, assistia ao episódio de Burn Notice, seriado que curto bastante.

A tarde passou rápido e quando dei por mim já estava indo pra casa. Por volta das 20h cheguei na toca, após o banho, fui pra sessão do dia. Começava ali uma desagradável experiência com “Um Homem Sério”, filme dos elogiados irmãos Coen.

O filme foi uma das minhas piores experiências dos últimos tempos e olha que ultimamente elas não tem sido poucas. Uma história lenta  e chata, personagens fracos que tentam parecer engraçados e um final sem pé nem cabeça, se é que se pode chamar aquilo de final. As pessoas, principalmente uns tais críticos de cinema, dizem que os caras fazem filmes inteligentes, originais e tal, só sei que eu prefiro ser burro a dizer que esse filme tem algo de bom, fala sério, realmente decepcionante.

Fiquei assistindo o filme tentando entender porque tal produção concorria ao Oscar, entre eles na categoria melhor filme. Após conferir o filme só tive certeza de que o Oscar não é pelos melhores do cinema, ali tem coisa e não venha me dizer que tem uma interpretação especifica do filme que só pessoas de ‘intelecto avançado’ compreendem que essa balela não convence. Se o tal ‘intelecto avançado’ sugerir pessoas com algum distúrbio mental aí talvez eu aceite, mas pelo amor de Deus, o filme é horrível.

No início do filme eu ainda tinha esperança que fosse sair dali alguma história engraçada, principalmente no momento em que o protagonista descobre sobre o caso de sua mulher com o amigo, mas doce ilusão minha, a história não se desenrola porque os caras acabam matando um dos personagens. Tive paciência e esperei que tudo se resolvesse e quando fui ver o filme tinha acaba, na cena mais sem sentido de todas. Falei comigo mesmo, que porcaria de filme é esse. Quando desliguei já estava exausto e disse que assistiria novamente para dar uma segunda chance ao filme, mas não consegui nem assistir novamente o filme.

As pessoas poderiam pensar que era cisma minha com o filme dos Coen, mas não pois gostei bastante “Queime depois de ler” e “Matadores de Velhinhas”, apenas não conferi, ainda, “Onde os fracos não tem vez”. Acho, concordando com um comentário que li em algum lugar aqui na internet, que os irmãos Joel e Ethan Coen usaram do sucesso dos seus filmes anteriores, sempre originais, e isso é inegável, para fazerem o que bem entendem na tela sabendo que alguns ‘idiotas’ tentando parecer inteligentes diriam que o filme é maravilhoso e achariam alguma explicação absurda, mascarada em intelectualismo, para dizer o quanto o filme tem de especial. Uma coisa eu tenho certeza esse filme não me convence e  daria a ele, lá no ‘Pela Arte’, no máximo 2 estrelas. Acho que elenco e produção tentaram fazer um bom filme, mas o roteiro horrível estragou tudo, não gostei.

Em fim era hora de ir pra cama, larguei-me nela revoltado com tal decepção mas torcendo que fosse diferente no dia seguinte. Aos leitores até o próximo dia de “uma vida em filmes”.

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10 de Fevereiro de 2010 - “Sede de Vingança”

Depois de um dia de aniversário nada agradável até que amanheci muito bem desposto na quarta-feira. A decepção com o filme anterior e com algumas pessoas passou, deixei todos lamentos pra trás e segui com a vida indo para mais um dia de trabalho. Iniciei a minha caminhada rumo ao escritório carregando meu note pois ao fim do dia iria para loja e precisava de uma distração naquele enorme silêncio.

Cheguei no trabalho iniciando os tarefas rotineiras e fazendo algumas atualizações no orkut e twitter. Devo ter postado alguns posts no Pela Arte e o mais importante, baixava o episódio 6x03 da mais nova temporada de minha série favorita. A idéia era acabar o download antes das 15h e até que a internet ajudou muito e já tinha baixado grande parte em casa.

O almoço chegou e voltei pra minha leitura de “A menina que roubava livros”, ou seja, segui a rotina de sempre. Findado o almoço a tarde passou rápido, catei minhas coisas e parti pra loja, saindo dali iria no centro compra coisas pro escritório e da um jeito na cabeleira que já estava crítica. Ainda na loja, com download concluído, assiste “What Kate Does” enquanto esperava a hora passar. Me agradou muito boa parte do episódio e acho que a história está rumando para um ótimo final.

Depois da tensão e das constantes surpresas do episódio comecei a assistir o filme selecionado do dia “Sede de Vingança”. O título brasileiro para o filme “Dolan’s Cadilac” até que combinou com a história do filme mas ainda continua achando brega o título e os produtores do dvd deviam caprichar mais no disco do filme, afinal é mais uma história baseada em obra do mestre Stephen King né.

Assisti o inicio do filme mas deu minha hora e parti pras compras. Depois fui ao barbeiro fazer uma faxina na cabeleira e logo, logo, casa. Cheguei em casa após um bom banho continuei o que tinha começado no serviço. Botei “Sede de Vingança” pra rodar, antes porém, fui dar uma lida na repercussão do episódio 6x03 de Lost. Quase ninguém tinha gostado do que viu e quando twittei meu comentário, vieram vários replys incrédulos. Fui pro filme e deixei o resto dos coments pra depois.

”Sede de vingança” tinha Christian Slater como o personagem do título original do filme, Dolan. Chefe do tráfego de pessoas nos Estados Unidos, o personagem de Slater faz quem assiste ao filme sentir raiva do cara tamanho o envolvimento com a história. No começo achei que a experiência do dia anterior fosse se repetir e o filme fosse ser um saco, principalmente quando vi quem era o protagonista. O mesmo ator do horroroso filme “P2 – Sem Saída”, que vocês vão encontrar por aqui, é o personagem que promove a vingança do título.
Em certos momentos ele fica meio chato mas quando o cara começa a por seu plano em ação o filme chega ao seu clímax e você passa a torcer para que a vingança, bem bolada, dê certo. Adorei ver o jeito como o valentão personagem de Slater se sujeita aos pedidos do cara quando vê que não tem alternativa. Realmente se tornou um ótimo filme e conseguiu me animar novamente. Quando o filme acabou já passavam da meia noite, não tive escolha a não ser desligá-lo e ir pra cama. O dia seguinte era de trabalho dobrado e o cansaço poderia me impedir de fazer um bom trabalho. Então fico por aqui e até o próximo dia de “uma vida em filmes”.

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09 de Fevereiro de 2010 - “Diplomata – Ameaça Internacional”

O dia do meu aniversário começou e terminou sem nada de especial, talvez um momento ou outro de coisa boa, e duas ou 3 ligações que me fizeram ver que ao menos alguém lembra-se e importa-se com a minha existência, sem tirar proveito disso. O filme do dia não poderia ser pior, em fim, um dia que era pra ser somente alegria veio repleto de desapontamento e solidão.

Acordei no horário de costume pois, mesmo sendo meu aniversário, o trabalho me chamava. As primeiras pessoas a esquecerem que dia era estavam ao lado do meu quarto quando levantei. Saí pro trabalho sem dizer nada. Ao chegar no escritório abri o orkut e alguns mensagens fizeram melhorar meu humor, mas não valia tanto já que o orkut ajudou né.

Meu dia só melhorou mesmo quando duas de minhas melhores amigas me ligaram desejando feliz aniversário e quase me fazendo chorar com suas palavras. Meus amores Leandra e Miriam que faço questão de mencionar aqui. Minutos depois minha irmã ligou e minha mãe também se desculpou por esquecido de falar comigo quando saí. Perdoei os esquecimentos e segui com o resto do dia, recebendo mensagens no twitter e no celular.

Tentei levar o resto do dia numa boa mesmo que ele não estivesse 100%, mas uma sensação de fracasso me atingiu. 26 anos e quase nada construído nesta vida, somente sonhos e mais sonhos que parecem cada vez mais distantes. Minha cabeça voltava a se encher de besteiras e eu voltava pro meu momento ‘down’. Fiquei assim até o fim da noite, e a coisa só piorou. Ficava pensando em quando eu iria deixar de ser covarde e botar a cara pra bater, encarar a sociedade, as críticas, e ser quem eu realmente sou. Pensava, pensava e medo me impedia.

Graças a Deus o dia passou rápido e fui logo pra casa e lá chegando reinou a solidão que intensificou meu medo e baixou ainda mais minha coragem. A casa vazia me fazia pensar que assim seria minha vida se tomasse atitude precipitada. Ficar sozinho foi pior, já diz o ditado que cabeça vazia é morada pra besteira, e assim estava a minha. Para tentar aliviar os pensamentos ruins fui me preparar para a sessão de filme do dia, me lembrando que esse foi um dos meus objetivos com tal idéia. Criei o desafio como distração dos problemas e pra ficar cada vez mais próximo daquilo que amo, e este blog serviria-me como um lugar para desabafo e bom papo sobre filme. Aqui falo com sinceridade o que não consigo falar no dia a dia, e acho que será o primeiro lugar onde conseguirei me libertar de tal indecisão assim que estiver preparado.

Deixando um pouco de lado as lamentações e o desabafo, como estava dizendo, fui pro filme da noite.

Botei o dvd de “Diplomata – Ameaça Internacional” pra rodar e esperei que algo acontecesse e pelo menos minha noite acabasse bem. Doce engano, o chato filme só me deu sono. O filme foi tão ruim que não consegui assisti até o final. A história mais do que manjada e muito mal contada não me convenceu desde a primeira e mal feita cena em que uma policial da Scotland Yard morre queimada. O cansaço de um difícil dia de aniversário me abateu e minha paciência com o filme foi nenhuma. Pela primeira vez nesse ano, quebrei a regra e desliguei o filme em sua metade, já rolavam 1:30 de filme e mais 1:30 ainda viriam. Desisti na hora quando olhei o time do filme sabendo que não iria aguentar mais alguns minutos de tortura com a horrível interpretação de Dougray Scott e Cia. Desliguei o filme e fui dormir chateado com o dia como um todo e comigo mesmo por não estar conseguindo levar a vida como eu queria.

Como a minha opinião pode não ser compartilhada por todos e devido ao meu stress momentâneo que pode ter influenciado em minha avaliação da produção, deixo abaixo a sinopse do filme aos que se interessarem. Minha raiva era tão grande que não tive a menor paciência de assistir de novo. Aí está:

“Quando é descoberta uma grande quantidade de droga em um contêiner pertencente ao diplomata britânico Ian Porter (Dougray Scott), ele sofre um atentado contra sua vida. A Scotland Yard começa a investigar o caso e a comandante Julia Hales descobre durante um interrogatório que Porter tornou-se íntimo de Serge Krousov, um poderoso traficante. Com isso, seus superiores acreditam ser essa a oportunidade para acabar com esse barão das drogas de uma vez por todas. Oferecendo imunidade a Porter em troca de seu depoimento contra Krousov, ele e sua ex-mulher Pippa (Claire Forlani) entram para um programa de proteção à testemunha. Porém um novo atentado contra a vida de Porter revela que na verdade ele é um espião infiltrado do serviço secreto britânico para expor os contatos terroristas do traficante. Com o desaparecimento de um míssil nuclear pertencente à antiga União Soviética, começa uma corrida contra o tempo para encobrir o envolvimento de Porter na missão e impedir um desastre mundial.” (fonte – YouTube)

Esse post deprimente e frustrante termina aqui esperando um dia melhor e um melhor filme também na próxima página de “uma vida em filmes”.

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08 de Fevereiro de 2010 - “Guerra ao Terror”

Depois do dia de “Fama”, começava o dia de “Guerra”. A batalha começava comigo acordando às 6:30 e iniciando a caminhada até o local de combate (ops. trabalho). Cheguei na trincheira e preparei armas para iniciar os trabalhos. O armamento era: caneta, folhas de oficio, planilhas, documentos, blocos de notas, pen drives e telefone. A batalha diária duraria 12h com alguns deslocamentos aqui e ali e pouco tempo pra descanso. (risos)

Começo esse post desta forma para sugerir o filme que dá titulo a esse post e que foi a atração de mais um dia da minha vida em filmes. Cheguei pro trabalho as 8h sabendo que na parte da tarde me deslocaria para loja e que o trabalho se estenderia por mais duas horas, ou seja por volta de 8:00p.m. estaria de volta ao lar. O dia seria longo!

A batalha deste dia não tinha inimigos, a não ser a preguiça e o cansaço comum da segunda-feira. O alívio, que me dava ânimo, era o filme que veria ao fim do dia, mesmo que eu tivesse que esperar mais de 12 horas para assisti-lo, ainda assim valia a pena. Com a manhã chegando ao fim, fui pro almoço acompanhado do meu já inseparável amigo de almoço, o livro “A menina que roubava livros”. Acompanhava as aventuras de Liesel enquanto saboreava a refeição feita com carinho pela minha mãe. A tarde chegou, arrumei minhas coisas e, às 15h, parti pra loja.

Cheguei na loja e fui pro laptop adiantar algumas planilhas da semana e preparar posts para os blogs que vocês já conhecem. Escrevendo os posts e assistindo algumas séries na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido, deu 17:30 e minha hora de voltar ao escritório chegou. Fui pra lá na intenção de concluir os afazeres e ir pra casa às 19h, uma coisa levou a outra e fui pra casa por volta de 20h. A batalha de trabalho diário dava um tempo enquanto me preparava para a batalha da ficção que arrematou 9 indicações ao Oscar mas, que os ‘burros’ distribuidores brasileiros deixaram ir direto pra locadoras brazucas.

Botei “Guerra ao Terror” pra rodar e comecei a procurar os motivos de tantas indicações e premiações, e digo, não foram poucos. O excelente filme de Kathryn Bigelow começava com a seguinte mensagem:

“The rush of battle is often a potent and lethal addiction, for war is a drug. war is a drug.” Chris Hedges

“O calor da batalha é frequentemente um vício potente e letal, pois a guerra é uma droga.”

Com essa frase a cineasta já nos dizia o que esperar do filme e, antecipadamente, já explicava muito da essência de seu personagem principal. “Guerra ao terror”, título brasileiro pra “The Hurt Locker”, vinha contando a história de um grupo das forças armadas americanas responsável pelo desarmamento de bombas na guerra do Iraque. A equipe, comandada pelo personagem de Guy Pearce, está em uma de suas rondas quando o filme começa a mostrar o porque de tanto sucesso de crítica. Chega a cena de explosão que, em câmera lenta, dá a dica da indicação ao Oscar de direção. Mostrando o levantar dos grão de areia com o impacto da explosão, a cena surpreende pela beleza em algo tão horrível e “Guerra ao Terror” continua, prometendo muito mais emoções.
Cenas depois o protagonista do filme entra em ação, mostrando outra característica importante do filme, seus personagens. O ator que dá vida ao sargento destemido do filme ganha a indicação de melhor ator do Oscar. Mesmo sendo muito bom e fazendo um grande personagem, ainda acho que o mérito maior é de Morgan Freeman e seu Nelson Mandela. Falando nos personagens, uma coisa que adorei no filme foi que os atores conhecidos do elenco não roubam a cena, aparecem como uma participação especial e não fazem a menor falta no filme quando se vão e o filme se mantém em alto nível até o final. Mas volto a repetir, por melhor que seja o papel de Jeremy Renner no filme, ainda aposto em Freeman.
A qualidade do filme não fica só nas cenas ou na interpretação, como provam os prêmios e indicações que recebeu. “Guerra ao terror” tem um excelente roteiro, com ótimos personagens e ótimos diálogos. Na parte mais técnica o filme também tem prestígio, bom som, mixagem e edição e excelente fotografia. A câmera se move durante o filme e em certos momentos deixa um ar de documentário, maravilhosamente bem feito.
Confesso que se não fosse as indicações e os elogios dos outros sobre esse filme, dificilmente o teria assistido, por não fazer parte do meu gênero de filme predileto. Apesar de todos saberem que, se tratando de filme, assisto quase tudo. Em fim, assistia o filme e só me perguntava como pôde um filme tão elogiado mundialmente vir pro Brasil direto em dvd. Talvez a velha história da necessidade de nomes conhecidos pra poder vender, mas isso “Guerra ao terror” também tem. Talvez seja mesmo o público que ultimamente só quer ver no cinema filmes tipo “Lua ‘éca’ Nova” e “Xuxa”. Mas agora que o filme está no auge, eles voltam atrás e reparam o erro dando ao filme a chance que merece.
“Guerra ao terror” estava encerrando sua batalha deixando claro em seu final o que havia simbolizado na mensagem inicial - “ a guerra é uma droga”. No duplo sentido da frase, vemos o trauma de um soldado e o vício de um sargento. Enquanto um não quer mais saber daquela vida, o outro não consegue viver sem ela. A cena final me conquistou e tenho quase certeza que é bem capaz de tirar o Oscar principal das mãos do favorito “Avatar”.

O filme acabou me deixando nessa dúvida, adorei “Avatar”, mas será que a academia vai repetir o que fizeram os votantes do Globo de Ouro. É esperar pra ver. Fico por aqui em mais um dia de “uma vida em filmes”. Até o próximo dia e a próxima sessão. Fui!!

 

 

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07 de Fevereiro de 2010 - “Fama”

Domingo pós feriado com gostinho de dia comum e uma pequena ressaca da noite anterior, começou pra mim as 10h. No feriado fui ao show da banda Jota Quest, como já disse no post anterior, não sou muito fã da banda e acho suas músicas muito chatinhas, principalmente as mais novas.

Fui ao show pois havia marcado com uma amiga de a encontrar lá e, se eu saio de casa para um show, por pior que seja, o que quero é me divertir. Depois de uma bebidinha fui pro meio do povo e comecei a pular e cantar as músicas animadas da banda, que são as do início de carreira dos caras. Olhava prum lado e pro outro e só via gente desanimada sem demonstrar a menor emoção ou empolgação com o que estava rolando. E olha que eu não sou fã, hein!

O mais engraçado nisso tudo e que quando cheguei em casa e abri o Orkut só via comentários de que o show foi maravilhoso e coisa e tal, e tal e coisa. Mas eu não vi essa animação toda do público não. Pensei cá comigo, um público desanimado como da minha cidade merece mesmo os show furrecas que aqui tem de bandinhas em fiasco de carreira ou grupinhos de pagode de 5ª categoria. Só lamento eu ainda viver em meio a esse povo. Em fim, depois desse desabafo, volto ao domingo e a minha experiência com o filme do dia.

Como estava dizendo, acordei as 10h e fui pro café da manhã emendando logo em seguida o almoço e durante ele comecei a ver o filme do dia. Já eram 12h quando peguei “Fama” pra rodar e só nos créditos do filme que fui descobrir que a produção de 2009 era nada mais, nada menos que um remake do musical dos anos 80. Sendo um fã de musicais de carteirinha, coisa que já assumi aqui e lá no “Pela Arte..”, já sabia de cara que iria adorar o filme.

A história do filme, mesma da produção dos anos 80, mostrava o cotidiano de uma escola de artes de Nova York. Desde os testes de seleção dos alunos até o ano da graduação, as diversas áreas artísticas da escola são mostradas. Música, dança, dramaturgia são as principais áreas que a escola oferece. Em cada aluno uma história em uma diferente área, o bailarino sem talento pra se profissionalizar, a futura atriz tímida e introspectiva, a pianista com voz de cantora black e o divertido e sonhador futuro cineasta são as principais personagens do filme. Acompanhar essa história, deixando claro que ainda não assisti a primeira versão, me fez lembrar de meus sonhos, meus desejos e o quanto é difícil torna-los reais.

Desde de pequeno, na época que fazia parte de um grupo de teatro, sempre tive uma paixão muito forte pelo mundo da arte. Música, dança, teatro, literatura e, claro, cinema sempre estiveram em minha vida e sempre foi meu sonho trabalhar e viver disso. Ciente das dificuldades de uma carreira artística, quando se fala da parte financeira do negócio, escolhi entrar pra área que me rendesse algum ‘money’ e assim que possível sair pra encarar o que realmente gosto. Em 2011 me formo em Sist. de Informação e começo, se Deus quiser, minha facul de Cinema.

O nome “Fama” desse filme não tem muito a ver com o meu sonho, não sonho com “Fama”, sonho apenas com o prazer de trabalhar naquilo que gosto. Uma parte do filme que gostei bastante foi quando acompanhamos o garoto cineasta em seu projeto de curta. Animado com a possibilidade de poder produzir seu primeiro filme ele entrega nas mãos de um falso produtor o financiamento para o projeto. Mostrando como é difícil o começo para todo o artista, não só o cineasta, mas também a garota cantora que tem que desafiar os pais para fazer o que realmente gosta ao invés de só tocar piano; ou o outro lado da história que lhe obriga a abandonar uma paixão pela oportunidade de dançar em uma grande companhia; ou até o emprego já como artista, que faz a jovem atriz ser impedida de concluir a graduação profissional.

Os musicais, a história e os romances tudo isso envolvido no meu tema favorito fez de “Fama” uma maravilhosa experiência pra mim e mais um ótimo filme pra minha lista. Mesmo sem grandes interpretações ou sem uma produção impecável, adorei o filme que deixou meu domingo mais feliz.

Quando o filme acabou, fui pra minha lista de séries e fiquei com Supernatural, Fringe, Burn Notice, Cougar Town, Lost, Entourage, The Big Bang Theory e Modern Family o resto da tarde até a noite. Guardei para o próximo dia o próximo filme de “uma vida filmes”. Até pessoal!!! Fui!!

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06 de Fevereiro de 2010 - “Educação”

Sábado de feriado na minha cidade e minha vida continuava na rotina. Nada de diferente, apenas um dia que seria de trabalho mas que, com o feriado, ficou parecendo um domingo extra. O feriado era do aniversário da cidade, Araruama fazia 151 anos, três dias antes de eu completar 26.

O sábado com cara de domingo começou pra mim as 11h quando levantei, comi alguma coisa e voltei pra frente dos PC’s. Preparei um post por “Pela Arte..” e um pra este blog. Minutos depois fui almoçar, ou melhor, o almoço veio até mim e comia enquanto finalizava os posts.

A tarde começou, liguei uma música ambiente (Leia-se Incubus, Evanescence, Pitty, Legião, Stones, etc), e fui tirar uma soneca vespertina. Acordei pelas 17h e fui direto pro filme do dia. Quis adiantar a sessão pois á noite, por pedido de uma amiga, iria ao show de aniversário de Araru com a banda Jota Quest. Mesmo não sendo grande fã da banda, achei que estava precisando mesmo de um programa diferente depois de tanto tempo entre casa e trabalho, trabalho e casa.

Peguei pra assistir e botei pra rodar mais um indicado ao Oscar 2010, o filme inglês, “Educação”. O filme concorre como Melhor filme, roteiro e Melhor atriz por sua protagonista Carey Mulligan. A garota tem um interpretação simples e competente, convencendo bastante e te leva a se envolver na história de sua personagem.

O filme começa apresentando a personagem de Mulligan e sua história de garota estudiosa do início da década de 60. De personalidade forte e com bastante ciências de seus objetivos, Jenny é uma garota a frente de seu tempo mas ainda assim apenas uma garota. O objetivo de Jenny se formar e fazer graduação em uma faculdade de nome onde ela acredita que poderá ouvir suas adoradas músicas francesas, ler muitos livros e quem sabe até viajar até Paris, seu maior sonho. A vida da menina começa a mudar quando surge o personagem de Peter Sarsgaard pra mostrar a garota que ela não precisa ir tão longe pra conseguir tudo o que quer, basta estar com ele.

Toda a lição do filme está na decisão de Jenny que aprende com o sofrimento qual o caminho certo a seguir. A interpretação de Carey impressiona ao encarar tal personagem tão bem escrita e ao lado de Sarsgaard forma a química perfeita do casal te fazendo torcer pelos dois. A paixão surge entre os dois e a garota e o rapaz acabam usando de esperteza e convencendo seus pais que aceitam o relacionamento.

Alguns dos desejos de Jenny começam a se realizar indo a concertos de música, leilões de obra de arte, bares e restaurante com sua adorada música francesa e a  tão sonhada viagem a Paris. Quando a garota percebe, está a ponto de decidir entre continuar os estudos indo pra graduação superior ou desistir de tudo pela vida de casada dona de casa, sua escolha é uma lição de vida e com sua frustação o filme nos ensina da importância de conhecermos o terreno onde se pisa, mesmo quando o amor fala mais alto. Um história de época que não poderia ser mais atual, um lembrete para as jovens que sonham com o príncipe encantado no cavalo branco e que no final acabam caindo do cavalo.

”Educação” ficou em mim marcado pois me fez lembrar de minhas sobrinhas adolescentes saindo agora para vida com vários carinhas aí fora com falsas promessas de uma vida maravilhosa fazendo as pobres meninas jogarem fora sua “Educação” e estudos por um ‘falso amor’. Adorei o filme e principalmente sua mensagem, desliguei ele prometendo mostrá-lo a meus sobrinhos como forma de ensinamento, como forma de lição. “Educação” acaba fazendo como o título sugere, acaba educando, educando para vida.

Ao fim do filme, fui tomar um banho e me aprontar para sair pro show. O fim dessa noite seria diferente das noites anterior, mas como não tem muito haver com filmes, vou abafar o caso, ok?! Até a próxima de “uma vida em filmes”.

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05 de Fevereiro de 2010 - “Cidadão Kane”

Sexta-feira de véspera de feriado começou e ficou agitada o dia inteiro pra mim. Logo cedo parti em minha caminhada rumo ao escritório. Cheguei e já tinha que agilizar tudo para que na parte da tarde estivesse livre para ir como substituto para loja da firma.

Durante a manhã no escritório era só notas pra lá, planilhas pra cá, atende telefone aqui e imprimir relatório ali. Entre uma coisa e outra, pra não entrar em crise de abstinência, dava um olhada no Orkut, uma navega pelos sites de notícias e uma atualizada em meus blogs.

O almoço chegou e com ele mais um pouco de leitura de “A menina que roubava livros”. Após a soneca de sempre, terminei os afazeres do escritório e parti pra loja. Na loja a coisa é bem mais calma e sempre que vou pra lá, aproveito pra fazer o que estou fazendo agora, escrever os posts atrasados dos meus blogs. A propósito, neste momento estou na tal loja, só pra constar, e hoje é 08 de fevereiro.

Enquanto escrevia, começava a fazer o balanço semanal da loja e assistia a alguns vídeo clipes. Para minha sorte, assim como meu notebook, eu também sou muito tarefa. No relógio do note marcava 18h e embarquei com meu chefe de volta pra fábrica para concluir os trabalhos e enfim ir pro descanso do meu lar. Doce engano meu!

O sonhado descanso teve que esperar e fui dar um jeito no ‘muquifo’ que estava meu quarto e quando terminei já eram 21h. Enquanto ajeitava as coisas botei pra rodar no PC alguns clipes até que a criançada apareceu e juntou-se na porta da toca para assistir, me pedindo infinitamente que repetisse a chatinha música de Taylor Swift - You Belong With Me. Acabei com a bagunça, no duplo sentido e fui pro banho pra correr com meu filme da noite. Voltei e pus pra rodar o clássico de Orson Welles, “Cidadão Kane”. O filme começava e eu me ajeitava para aprecia-lo.

”Cidadão Kane” é considerado por muitos o melhor filme de todos os tempos, principalmente pelos amantes de clássicos da 7ª arte. Motivos não faltaram para que eu tratasse de correr atrás e assistir esse filme. Em “O vencedor está só” uma das personagens de Paulo Coelho fala do filme e em “O clube do filme”, David Gilmour o incluí entre os clássicos que assisti com seu filho. Essas duas obras são as últimas recordações que tenho de comentário sobre o filme, a personagem de Coelho elogia bastante o filme, já Gilmour não achou grandes coisas, fui então conferir e tirar minhas próprias conclusões. Acho que no fim, estou mais pra Gilmour.

O cansaço estava tomando conta do meu corpo e o esforço para continuar assistindo era muito e lá fui eu. Talvez essa última frase faça pensar que achei o filme chato mas não é o caso. O filme é muito bom, tem um roteiro incrível e grandes atuações, já analisar a parte mais técnica não me cabe, devido a época do filme. Posso dizer que a sequência de abertura é de arrepiar com aquele áudio embalando as primeiras imagens da mansão de Xanadu. Acho que qualquer um que assisti o filme pela primeira vez pensa ser um filme de terror, mas logo se engana.

A narração inicial assusta com os autos gritos do narrador fazendo um resumo do seu personagem título. Os atores são estupendos, dando vida aos personagens de maneira única e com uma caracterização envelhecida perfeita. Orson Welles além do excelente cineasta que todos conhecem é o protagonista e melhor ator do filme. Mas o que achei melhor no filme foi a forma como a história do “Cidadão Kane” é contada. Através das lembranças dos conhecidos de Kane a sua história vai sendo mostrada na tela, da infância contada pelo seu ‘tutor’ até o fim de sua vida na mansão Xanadu contada por sua última esposa.

As lembranças de seus conhecidos vão se juntando e formando a história de Kane, mas a pergunta do jornalista que corre atrás de sua história não é respondida por nenhum deles, e o que eu entendo disso tudo. Entendo que nenhum deles conheceu o verdadeiro Kane que na sua última palavra diz o que mas lhe importava na vida. Essa é a parte bonita do filme e o que talvez o fez ficar tão marcante estando vivo na presença de muitos até hoje. Não sei se estou correto no que disse, mas foi o que senti e foi o que o filme me passou.

Procuro explicar aqui como ficou “Cidadão Kane” para mim e pra isso usei um pouco da sinopse do filme mas sem revelar a real beleza do filme que acredito está, em sua maior parte, no roteiro. Só  pra fechar “Cidadão Kane” é um lindo filme, mas ainda não acho o melhor. Talvez seja uma questão de gostos e preferências, ou até de época, mas falando em época, ainda é um filme que dá o que falar. Adorei e recomendo aos amantes do cinema que ainda não conferiram, só digo que o filme exige uma certa dedicação total para apreciar cada cena e cada momento. Há momentos marcantes no filme que tenho certeza, influenciaram a maneira como se fazem os filmes até hoje e não me cabe menciona-los aqui. Em fim, dedique um tempo e curta “Cidadão Kane”.

Eu estava bem cansado na noite em que assisti e por isso assisti novamente no dia seguinte para sentir o filme e escrever essas linhas. E aqui estão. Espero que tenham curtido mais um dia de “Uma vida em filmes”.

 
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04 de Fevereiro de 2010 - “Contaminação”

Depois da noite de '”Invictus” e do Lost Day, a quinta feira chegou calma e ainda mais rotineira. Parti logo cedo pro serviço e pros afazeres de sempre.

Atualizações de planilhas aqui, geração de relatórios ali e entre uma coisa e outra uma acessada no Orkut, uma twittada e uma checagem nos e-mails. Mais tarde novamente era hora do almoço acompanhado da leitura de “A menina que roubava livros”, após o almoço mais trabalho até a hora de ir pra casa.

19h marcou no relógio e parti pra casa para mais uma noite de filmes, infelizmente dessa vez, não tão agradável quanto a noite anterior, mas não deixou de ser um filme inédito pra mim.

Cheguei em casa e botei pra rodar o filme locado pelo meu irmão, “Contaminação”. No elenco o único nome conhecido era o de Val Kilmer, apesar de o cara parecer pouco no filme. “Contaminação” tratava-se de um filme sobre um equipe de cientistas que estavam em trabalho no ártico para estudar os efeitos do aquecimento global, ou algo parecido. De qualquer forma, durante tais estudos eles encontram a carcaça de um mamute em meio as geleiras derretidas e dentro dele uma espécie de parasita responsável pela “contaminação” do título brasileiro.

Me recuso a falar muito pois achei o filme ridículo, mas como tenho que registrar todos os filmes que assisto, ou melhor os inéditos aqui estou. O filme tem uma história muito mal contada, uma elenco péssimo, efeitos porcos e não me agrada nem um pouco. “Contaminação” continuava e a chatice também, eu procurava achar algum ponto bom no filme mas não fui feliz nisso. O filme acabou pra mim como começou: chato toda vida. Desliguei o fraco filme e fui jantar assistindo novamente o retorno de Lost. Precisava terminar a noite com uma coisa boa na cabeça depois da ruim experiência com esse filme.

Pro próximo dia preparei um clássico do cinema pra assistir, só espero não me decepcionar, tenho que dar um tempo de ‘bad movies’. Até a próxima de “uma vida em filmes”.

 

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03 de Fevereiro de 2010 - “Invictus”

Acordei no 3º dia do mês assistindo a 1ª parte do episódio de retorno de Lost, uma hora antes de partir para o escritório para mais um dia de trabalho. Meu seriado favorito voltava para sua última temporada com os mesmos ingredientes de sempre: ação, aventura, mistério, suspense e surpresas. Ingredientes que fazem de Lost a melhor série ‘ever’.

Assisti a maravilhosa primeira parte de boca aberta diante da primeira cena. Acabado o episódio peguei minhas coisas e corri para o serviço, a segunda parte, infelizmente, teve que esperar eu retornar do trabalho. Já no trabalho as tarefas de sempre me esperavam e pra fugir dos spoiler da segunda parte de Lost, evitei as redes sociais por hoje.

A hora do almoço chegou e enquanto comia alguma coisa dava uma lida em “A menina que roubava livros”. Após uma soneca, de volta ao trabalho, ou seja, a rotina de sempre. Na parte da tarde conclui os relatórios do mês passado e deixei sobre a mesa de meu chefe. Deu minha hora e ‘fui-me’, tinha que ir ao centro da cidades resolver alguns pepinos.

Por volta de oito horas cheguei em casa, sem mais demora botei a segunda parte de Lost pra assistir e logo após era hora do filme do dia. Parti pra ver “Invictus”, o filme começou a rodar e eu comecei a me impressionar com a interpretação de Morgan Freeman vivendo uma das figuras mais importantes de fim do século passado.

“Invictus” era dirigido por Clint Eastwood e, acreditem, só fui descobri isso nos créditos do filme, normalmente costumo correr atrás de informações sobre o filme antes de assisti-lo mas esse foi de ‘supetão’ (nossa que gíria velha), em fim, quando fui ver já estava assistindo e adorei o que vi. Além de Freeman e Eastwood o filme contava também com o bonitão galã Matt Damon que faz uma simples e precisa interpretação de seu personagem.

Pra não dizer que assisti ao filme assim do nada, digo que talvez foi por influência do Oscar. Freeman e Damon concorrem a estatueta por suas interpretações como Melhor ator e Melhor ator coadjuvante, respectivamente. Acho difícil eles ganharem de acordo com as especulações. Não assisti ainda “Coração Louco” mas já conferi a interpretação de Clooney e dele Morgan Freeman vence, apesar do charmoso galã também estar muito bem em “Amor sem Escalas”.

Voltando pra “Invictus”, o filme é uma ótima oportunidade de refrescar a idéia sobre o país sul-africano e sobre o seu líder que dá uma lição de democracia ao mundo e um basta no racismo simplesmente perdoando aqueles que foram seus rivais no passado. Ótima oportunidade também de promover a paixão do povo pelo esporte, principalmente em época de Copa do Mundo, mas não acho que a intensão de Eastwood fosse essa. A maior mensagem do filme é de união. O povo dividido por discordâncias políticas se une por sua maior paixão, o rúgbi. A torcida se une, negros e brancos, ex-adeptos do apartheid e partidários de Mandela, todos juntos querendo só uma coisa, o bem da África.

Momentos emocionantes não faltam no filme, como quando o personagem de Damon vai até a antiga cela de Mandela para sentir como foi passar anos de sua vida preso num cubículo de 4 paredes e diz:

“Estou pensando em como se passa 30 anos em uma cela apertada e ao sair está pronto para perdoar as pessoas que te colocaram lá.”

Ao final do filme o momento mais emocionante. As pessoas no estádio, os ouvintes nas ruas e as famílias em suas casas fazem um coro cantando o hino do país que parece ser ouvido em todos os cantos e o resultado é simplesmente lindo. E pra encerrar o também lindo poema de Mandela com suas fortes frases:

“Eu agradeço a qualquer Deus que exista, pela minha alma inconquistável. Eu sou o mestre do meus destino. Eu sou o capitão da minha alma.”

“Invictus” acabou e me deixou confortavelmente emocionado pois não era um filme de te deixar depressivo, sua emoção transmite alegria e admiração a um dos heróis do nosso mundo. Belas interpretações e perfeita direção fizeram dele meu primeiro grande filme do mês do carnaval que começou agitado e promete continuar assim durante bastante tempo. Fico por aqui me preparando para emoções do dia seguinte de “uma vida em filmes.” Até!!

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02 de Fevereiro de 2010 – “O Padrasto”

O ‘Lost Day’ amanheceu calorento e eu parti em minha jornada rumo a mais um dia de trabalho no escritório em um dia mais tumultuado do que nunca. Cheguei e além de ter as tarefas acumuladas para concluir, o 2° dia do mês é sempre meu dia mas conturbado de trabalho. Após executar as operações iniciais do dia, fui dar uma olhada na internet pra ver o que ocorria e o twitter estava abarrotado de informações ou melhor spoiller da reestréia de Lost.

Twittando e entrando da onda do #lostday acabei me atrasando, confesso, em alguns afazeres do escritório, mas nada que não conseguisse resolver sacrificando alguns minutinhos do meu almoço. Após ajustar tudo li o twitter do @adorocinema que falava do anúncio dos indicados ao Oscar que começariam a poucas horas, mais precisamente 11:30. Fiquei ligado e fui pro site oficial do prêmio para preparar o post para o @pelaarte, e enquanto isso me dedicava ao post do Especial Lost sobre o Matthew Fox que acabou ficando pra depois.

Às 11:30 peguei a lista e fiz o post mas guardei para publicar após o almoço e no horário de almoço corri atrás do prejuízo com as tarefas do escritório. Sem muitas surpresas na lista dos indicados, ou melhor, talvez só o fato de “Guerra ao terror” ser o grande concorrente junto de “Avatar” com 9 indicações, mas fora isso muito parecido com o que foi o Globo de Ouro.

Voltei do almoço, conclui o post e publiquei, parti então para o restante das tarefas da firma até o expediente chegar por volta das 19h. Neste época de véspera de carnaval nosso horário aumenta e fazemos hora até mais tarde. Enquanto gerava relatórios e atualizava planilhas ia acompanhando os tweets do #lostday e ouvindo música no celular.

Chegou a hora de ir pra casa e graças a carona que recebi o cansaço foi menor que o de costume. Após um bom banho pra aliviar o calorão do início da noite era hora de mais um filme. Botei pra rodar o remake de um filme dos 80 que na versão original tinha Terry O’Quinn no papel principal. “O Padrasto” começava e eu me acomodava para assisti-lo. Diferente do ótimo intérprete de Locke, o ator da nova versão não me pareceu grande coisa, mas até que o filme não ficou tão mal, apesar da obviedade em muitas cenas e das interpretações mais que meia boca do resto do elenco.

Parecendo ter respeitado bastante o que foi a versão original, de acordo com o que li pois também não assisti a primeira versão, o filme retrata a história de um psicopata que se finge de bom samaritano para conquistar viúvas e mulheres recém separadas.  Quando a situação passa a sair do seu controle é hora dele acabar com todos os membros da família e ir caça de nova família para continuar seu ciclo de “Padrasto”.

No inicio do filme fica claro para o público que o cara não é flor que se cheira e é no início também que vemos a melhor ou, talvez, a única cena que presta no filme. “O Padrasto” caminha normalmente pela casa após se barbear, vai até a cozinha e prepara um copo de leite até que a câmera foca um pequeno morto debruçado sobre a mesa, a princípio dá a entender que o sujeito vai se importar com o morto, mas a única coisa que lhe importa é o carrinho fora do lugar. Após virar o objeto, ele levanta e sai pela porta da frente, a câmera nos mostra então o restante da família também mortos a beira da árvore de natal.

Após a sequência que descrevi as cenas começam a ficar chatas e cheias de clichês, até que surge o fraco ator da série “Gossip Girl” como o rebelde da nova família do padrasto. O filme segue e chega a seu fim com todas as cenas que se espera de uma produção do tipo e com o mesmo final da versão original deixando a brecha de que, assim como a versão dos anos 80, “O Padrasto 2” virá por aí.

O filme acabou e eu corri pra assistir novamente o especial de abertura para 6ª temporada de Lost que começaria poucas horas depois, fiquei acordado até as 2h da madrugada até que finalmente o arquivo do episódio LA X estava liberado no torrent. Liguei o download e fui dormir na maior ansiedade, sabendo que já pela manhã seria hora da nova saga de Lost.

No próximo post continuo contando como foi e como foi o próximo filme de “uma vida em filmes.” Até lá!!!

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01 de Fevereiro de 2010 - “Acima de Qualquer Suspeita”

O mês de meu nascimento começou agitado. Inicio de mês assim como o seu fim é sempre tumultuado e em fevereiro não é diferente.

Acordei e parti pro escritório sabendo que havia muita coisa pra fazer. Logo pela manhã, corri pra terminar as pendências de Janeiro mas no fim tive que esperar mais algum dia para concluir definitivamente o mês. No intervalo entre uma coisa e outra comecei a postar as postagens que havia passado o domingo inteiro preparando mas não postei por falta de internet em casa.

Chegou a hora do almoço e parti com “A menina que roubava livros” para mais algumas páginas de leitura. Após um rápido cochilo voltei pra concluir os afazeres do escritório e rapidamente chegou o fim da tarde para que eu pegasse o caminho pra casa.

Cheguei em casa já aporrinhado pois fui andando e falando ao telefone mais uma vez com a operadora de minha internet, que continuava uma M****. Após longos minutos tudo se resolveu e descobri, que por milagre a net tinha se estabilizado. Botei logo mais alguns arquivos pra baixar e fui pegar o filme do dia pra assistir, aproveitando a locação do meu irmão. Botei pra rodar “Acima de Qualquer Suspeita”, um remake de Suplício de uma Alma de Fritz Lang que, não sei por qual motivo, recebeu tal título no Brasil, quando o original manteve-se o mesmo nome do primeiro filme.

Essa versão do filme tem, basicamente, o mesmo enredo da versão de 1956, com pequenas diferenças que poderia dizer melhor se tivesse assistido a versão de Lang. O que Peter Hyams faz ao misturar um ator conhecido do grande público com outros nem tanto resulta em bom filme. A trama é muito boa e em certo ponto prendeu minha atenção e fez eu realmente odiar o personagem de Michael Douglas. O filme estava realmente me agradando principalmente pelo roteiro pois as interpretações, mesmo a de Douglas, não estavam grandes coisas, até que chegou o fim e toda a boa impressão do filme.

A história falava basicamente de um jornalista investigativo que tem um faro sobre um corrupto promotor de justiça, alegando que este planta provas nos locais do crime para que os réus de seus julgamentos sempre sejam condenados. No entanto ele percebe que a coisa é tão bem feita que dificilmente acreditariam em sua história e aí que entra o seu perigoso plano. Criando pistas para ser apontado como suspeito de um novo caso que ele tem certeza, atrairá seu alvo e o promotor vivido por Douglas cai no jogo. Mas com armas muito mais fortes, o personagem de Michael Douglas acaba saindo na frente e o garoto é encaminhado ao corredor da morte.

Até esse ponto a história estava super interessante e continua quando a assistente de Douglas e namorada do condenado entra pra desvendar todos os crimes que o chefe conseguiu condenar um culpado plantado o DNA do suspeito na cena do crime. O final do filme revela uma grande surpresa mas que a mim não agradou. Achei o roteiro inteligente simplesmente pela forma como os criadores bolaram a idéia de alguém se arriscar de tal maneira para provar que suas suspeitas tinham fundamento e isso ficou pra mim o grande barato do filme e desnecessária a reviravolta final, mesmo com os indícios de algo suspeito em meados do filme.

Finais surpreendentes são bons, mas quando a produção exige aquilo e talvez até tenha ficado melhor na versão original, mas nessa aqui pelo menos a mim não agradou. O filme acabou comigo reclamando esse fato e desligando o PC para dar um tempo a ele pois logo, logo começaria as sessões de reviews finais de Lost. Fui dar uma volta e quando voltei botei pra assistir o episódio final da 5ª temporada e o episódio especial com o resumão pra 6ª e última temporada de minha série favorita.

Fui dormir na expectativa para o dia seguinte em que ‘O início do fim’ chegaria e uma nova jornada de Jack, John e cia começaria. Até outro dia de “uma vida em filmes.”

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31 de Janeiro de 2010 - “Sherlock Holmes”

Depois de um sábado tumultuado assistindo a um filme bem meia boca e de aturar quase um dia inteiro uma dor insuportável, meu domingo merecia ser como foi.

Acordei bem disposto as 11h e depois do café fui dar um jeito na toca pra aproveitar a disposição. Comecei a preparar meus materiais para as aulas que estão prestes a começar e voltei pra escrever mais posts para “uma vida em filmes”.

A hora do almoço chegou e meu irmão chegou da locadora com filmes que tinha alugado e perguntou se queria assisti-los. Peguei, mas guardei pra outros dias pois o filme do dia já estava programado. Depois do almoço, enquanto ouvia Legião Urbana, Evanescence, Incubus, Norah Jones e Ammy Winehouse no último volume, continuava nos posts até que me cansei e antecipei a sessão do dia.

Quando botei pra rodar “Sherlock Holmes” já passavam das 14h. Downey Jr e Jude Law entravam em ação para o espetáculo de Guy Ritchie, apresentando a dupla Sherlock e Watson, criados originalmente por Sir Arthur C. Doyle, numa aventura digna de Oscar.

O pouco conhecimento que tinha do famoso detetive, além do transmitido por cultura universal, era do livro de Jô Soares, “O Xangô de Baker Street”. No livro do acadêmico brasileiro o detetive vem ao Brasil investigar o misterioso desaparecimento de um instrumento musical na época imperial. Muito divertido o livro, foi nele que conheci Sherlock e seus métodos investigativos nada triviais, conheci sua parceria indispensável do companheiro Watson e sua inteligência incontestável. Com esse filme pude ver um pouco mais do personagem e através do ótimo Robert Downey Jr., ficou melhor ainda.
O filme continuava e eu me encantava com as falas cômicas e interpretação perfeita da dupla principal. Os cenários da história davam um show a parte e, como não pode faltar em um bom filme de aventura, a ação e os efeitos especiais também eram perfeitos. Jude Law sai um pouco de cena e ficamos com a sutil interpretação de Rachel McAdams como a única pessoa a conseguir derrotar o detetive, aplicando o golpe feminino de arrebatar seu coração.
Assim vai seguindo a história um espetáculo de imagens e diálogos super inteligentes e engraçados até o clímax final em que Sherlock desvenda todo o mistério e o revela ao público como descobriu tal fato. O filme chega ao fim e a experiência foi tão boa que tive de repetir a dose, fiquei ouvindo a excelente trilha dos créditos e deixei que recomeçasse novamente e, como já disse aqui, a segunda vista é sempre melhor que a primeira. Assistindo a segunda vez tive certeza que esse era um dos melhores filmes desta temporada e estava fechando meu mês com chave ouro.
Desliguei o filme por volta de 19h e fui pra um pouco de nostalgia, juntei uns antigos dvds pra catalogar e descobri em meio a eles o meu desenho de infância favorito. Fechei a noite assistindo ‘Cavaleiros dos Zodíaco’ com os olhos quase lacrimejando de saudade. Encerro por aqui o primeiro mês de “uma vida em filmes”. Até Fevereiro!!

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30 de Janeiro de 2010 - “A última festa de solteiro 2”

Já as 3h da manhã de sábado iniciava o meu pesadelo. Acordei de madrugada com uma enorme dor de dente que me impediu de voltar a dormir. Fiquei rolando na cama com a dor me atormentando até dar a hora de ir pro trabalho pois mesmo mal o dever me chamava.

Fui andando e aguentando a dor até o serviço sabendo que a manhã passaria rápido e logo estaria em casa para tratar o sofrimento. O trabalho seguiu normalmente quase toda a manhã e ainda tive tempo de dar uma olhada no Orkut e em meus e-mails. As 10h fui instalar um sistema no laptop de uma das filhas do meu chefe e enquanto o fazia ficamos um bom tempo conversando.

A conversa se estendeu até as 14h e enquanto eu fazia um resumo do seriado Lost pra ela, os drives da máquina eram instalados. A essa altura já nem me lembrava mais da dor do início do dia que me fez perder o sono as 3h da madruga. Acabei com o serviço do escritório e do computador dela e partir pra casa.

O sol estava escaldante e caminhando sobre ele só conseguia pensar em duas coisas: um bom banho e o descanso de minha cama. Após o banho, fui almoçar assistindo mais alguns episódios de Lost e Fringe. Liguei um música ambiente e tomei um comprimido para segura a dor de dente que estava voltando. Enquanto a música rolava fui tirar minha costumeira soneca de sábado à tarde.

Acordei e já eram 19h e dor ameaçava voltar. Prometi que na semana que está para começar procuraria um dentista para dar um jeito neste sizo que chega atrasado para atormentar minha vida. Após uma volta pelas redondezas, ou seja, em volta de minha casa (risos), só pra esticar as pernas, voltei para assistir ao filme do dia. Meu estoque de títulos estava começando a ficar escasso e só restava filmes bem fracos e quase todos lançados direto em dvd. Sem muita escolha e sem grana para um cineminha ou locadora, fui ao que tinha em mãos e escolhi uma comédia. Botei pra rodar “A última festa de solteiro 2”, título brasileiro para o remake de “Bachelor Party 2”.

Sem nenhum grande ator conhecido no elenco, dirigido por um novato e de uma franquia sem grande sucesso eu já não esperava muito do filme. Com enredo já mais que gasto em muitas produções do mesmo tipo, ou seja, quatro amigos reunidos numa viagem para despedida de solteiro de um deles não é novidade nenhuma. O que se espera de uma produção assim é muita bebida, garotas de topless, muita trapalhada e talvez até um casamente em meio a bebedeira. Tudo isso tem nesse filme assim como tinha também no sucesso do ano passado “Se beber não case” que foi inclusive o vencedor do Globo de Ouro de Melhor filme de Comédia.

Filmes como esse nunca conseguem ser uma obra prima, em minha opinião, mas servem ao propósito de fazer o público gargalhar. Isso eles conseguem e bem, mesmo que apelando para piadas mais do que manjadas e cenas de nudez de mulheres siliconadas. Os quatro amigos se esbaldam e até que o filme se sairia melhor se não tivesse a infeliz adição de um personagem para servir de vilão, filmes assim não precisam de um vilão na minha opinião mas fica perdoado pelas piadas dos amigos no cara que fazem das melhores piadas do filme.

Assisti ao filme por assistir e por falta de coisa melhor e não vi nada de grandioso nele nem uma grande piada que fizesse adorar o filme, “Se beber não case” ao contrário, conseguiu me agradar mais mesmo eu não gostando do filme tanto assim. Não sei qual o segredo desses filmes, mas sempre acabam sendo um sucesso pois sempre tem público pra ele. O filme acabou e serviu a seu propósito me mantendo entretido enquanto assistia, esta aí uma coisa boa, mesmo não sendo uma grande obra, até que o filme não é entediante. Depois do filme, voltei pra séries e encerrei a noite assistindo mais um episódio de Lost que nesta terça volta pra sua última temporada.

De “A última festa de solteiro 2” o que curti mais estava nos extras do dvd, os erros de gravação e as cenas deletadas conseguem ser muito mais engraçadas que o filme em sí. Ah, sim, e tem a Sara Foster no filme, não me lembro de onde mas o nome e a atriz não me são estranhos. Para um sábado tumultuado até que terminou tranquilo, sem grandes coisas pro bem ou pro mal. Fico por aqui e preparado para um grande filme no domingo. Até lá em mais um de “uma vida em filmes”.

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29 de Janeiro de 2010 - “Um lugar para recomeçar”

Acordei para a última sexta-feira do mês e como de costume fui andando pro trabalho. No caminho ia repassando em minha mente as tarefas do dia. Preparar postagens para os blogs, catar mais material pros concursos, atualizar os documentos e planilhas do escritório, além das tarefas de praxe comum em todos os dias.

Cheguei no escritório e consegui fazer do que havia planejado deixando apenas as postagens para casa, também não consegui encontrar muito material para as provas que ficou pra casa também. Entre uma coisa e outra uma passada no Orkut, no twitter e uma olhada nos e-mails e logo-logo o dia se encerra. Volto pra casa e a bagunça se sempre reina.

Decidido a adiantar o filme do dia, cheguei e logo após o banho assisti apenas o episódio 12 da 5ª temporada de Lost. O episódio “Dead is Dead” era um dos melhores da temporada por revelava um dos grandes segredos da série. Acabado Lost botei pra rodar outro filme que estava guardado em meus dvds. Com Robert Redford, começava “Um lugar para recomeçar”.

A tempos que não assistia a um filme de Redford e neste o cara está um perfeito rabugento do oeste. Ao lado de Morgan Freeman, outro grande ator, e da atriz/cantora J-Lo, estrela um filme que não é pretencioso e se mantém bem no que propõe. De maneira bela e quase poética o cineasta conta uma história sobre perdoar e seguir em frente. Como diz o sugestivo título original “An Unfinished Life”, os personagens do filme vivem uma vida incompleta que só pode conseguir ir adiante se permitirem perdoar o que aconteceu no passado.   

No Brasil o filme recebeu o título de “Um lugar para recomeçar” fazendo mais referencia a personagem de Jeniffer Lopes que parte com a filha fugindo dos maus tratos do namorado que a agride fisicamente. O novo lugar é nada mais que sua terra natal, local de onde fugiu anos antes após a culpa pelo acidente que matou seu marido e filho de Einar, personagem de Redford. Amargurado com a morte do filho ele culpa a moça e a partir de sua incapacidade de perdoar passa a afastar de sua vida todos os que se importavam com ele, ficando apenas o velho amigo Mitch, vivido por Morgan Freeman.

Enquanto o personagem de Redford sofre a dor de ter perdido o único filho e guarda o rancor negando o perdão a personagem de J-Lo, seu velho amigo é atacado por um urso e dessa relação surge a mais bonita parte da história. O personagem de Morgan Freeman, em forma de lição para Einar, se mostra desposto a cuidar de seu agressor e quase no fim do filme decide que o urso não teve culpa do acontecido e que o animal merecia a liberdade. Da mesma forma Einar consegue as poucos superar as dores do passado e entende que ninguém teve culpa do acidente que matou seu filho, voltando assim a viver com sua nova família.

O urso é um espetáculo a parte em todo o filme, sua aparições nos fazem compreender por que os animais são importantes em certas produções. O encaixe perfeito no roteiro e uma cena de arrepiar no confronto de Morgan Freeman com a fera, linda cena. O filme vai chegando ao fim com um final que era de se esperar e por fim um voo sobre a bonita paisagem do rancho até a floresta do urso encerra belamente o simples e despretensioso filme.

Acabado o filme coloquei um musiquinha pra tocar e fui escrever mais posts para este blog. Depois desliguei tudo e fui pra cama pois um sábado tumultuado me esperava. Fico por aqui e até mais outro dia de “uma vida em filmes”. Bye!!

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28 de Janeiro de 2010 - “Arn – O Cavaleiro Templário”

Mais um dia rumo ao trabalho e mais corre-corre para deixar tudo em dia para o final do mês que se aproxima mais rápido do que se espera. Quinta-feira. 28º dia do ano e ainda com muitas coisas por fazer.

Cheguei no escritório e comecei logo com a atualização das planilhas e outros documentos enquanto preparava mais posts para o Uma vida em filmes. No intervalo do almoço li mais alguns capítulos de “A Menina que roubava livros”, tirei um rápido cochilo e voltei pra terminar com os afazeres no resto da tarde. Consegui concluir grande parte do trabalho e deixei pra terminar em casa os posts dos blog.

O fim da tarde chegou, liguei o mp3 e fui pra casa caminhando e ouvindo músicas da Legião Urbana, Evanescence e Incubus. Ia pela rua cantando e sentindo que todo mundo estava me olhando e me achando maluco por estar andando, cantando e até dançando sozinho. Pois é, estava tão ligado na trilha sonora que rolava que nem liguei pro ridículo.

Cheguei em casa por volta das 18h e enquanto rolava uns vídeo clipes no meu desktop terminava meus posts no notebook. Não tardou e meu primo apareceu querendo assistir mais Naruto, falei que dessa vez não teria mas ainda assim continuou insistindo. Entre os clipes rolou a música da minha vida ‘Gotta be Somebody’ do Nickelback. A frase final do refrão da música diz tudo e é a esperança de minha vida:

“There's gotta be somebody for me out there.”

Passado o momento #mimimi da música fui pra minha watch list de série e após assistir Entourage, deixei meus primos com Naruto enquanto ia tomar meu banho e preparar o filme da noite. De volta do banho, botei pra rodar o épico “Arn – O cavaleiro templário” e parei pra ver o filme de mesma temática de “Cruzada”.

Apesar de uma história com pano de fundo idênticos, as cruzadas em Jerusalém, o filme não se compara ao de Scott principalmente por não ter o orçamento milionário de “Cruzada”, mas “Arn” se mostra um bom filme e me agrada com seu jeito modesto de fazer épico.

Era inevitável as comparações deste filme com outros filmes de mesma temática e “Cruzada” era o que estava mais fresco em minha mente, mas outro épico passou por minha cabeça enquanto assistia “Arn – O cavaleiro templário”, tratava-se de “Tristão e Isolda”. Em algumas cenas do filme e o núcleo do romance de Arn e Cecília me lembrou bastante a paixão proibida do casal do meu 2º filme do ano. Sim, eu sei que a história de ambos não tem semelhança quase nenhuma, mas identifiquei semelhança na interpretação dos atores protagonistas de ambos os filmes.

Voltando pra “Cruzada” assim como no filme de Scott, aqui também vemos o encontro do protagonista da história com seus inimigos e a mesma história do comandante de batalhão que marcha pro deserto com seus soltados, mesmo com todos lhe dizendo que é suicídio ir em tal situação, ou seja, sem água. Em “Cruzada” é Balian o herói que luta pra defender o rei e Jerusalém dos paladinos, aqui Arn é um estudante do mosteiro na futura Suécia que é condenado a tornar-se cavaleiro templário após ser excomungado injustamente. Nesse pequeno ponto está a maior diferença entre os roteiros o que faz com que ambos sejam boas pedidas pra quem curte o gênero épico.

“Arn – O Cavaleiro Templário” vai chegando ao fim e mesmo sem um grande elenco, grandes efeitos especiais e grandes cenas fica pra mim como um filme a mais em meus títulos do ano, sem nada de muito especial. Desligo por aqui e até o próximo dia de “uma vida em filmes”.

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27 de Janeiro de 2010 - “The Boys Are Back”

Quarta-feira chega pra botar ordem na bagunça e me preparar para o ano começar de verdade. É mais do que verdade quando dizem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval, quando todas as festas acabaram e todos regressam de suas férias, pelo menos os que conseguem tirar férias nessa época. Como fevereiro já está batendo a porta, resolvi correr com todas tarefas pendentes de janeiro, tanto no trabalho como nos meus blogs e assuntos pessoais as coisas tem estado um pouquinho atrasadas o que pode complicar bastante quando as aulas começarem e o verdadeiro corre-corre iniciar.

Cheguei no escritório e o PC ficou repleto de janelas abertas e minha mesa repleta de notas, blocos e cadernos de anotações. Naquele momento me sentia com mil mãos e um verdadeiro multi-tarefa. Enquanto atualizo os documentos do escritório, atualizo também os posts do “Pela arte” e as postagens deste blog que estão com 10 dias de atraso. Hoje mesmo (dia 28), no momento em que escrevo essas linhas estou escrevendo também o post do dia 20 pra tentar postar ainda hoje.

Além dessas tarefas tinha que começar a recolher material para estudar para os concursos, voltar pra leitura de “A menina que roubava livros” e voltar pro tema de minha monografia que pretendo apresentar ainda este ano. Em meio a tudo isso, minha paixão não fica de fora, durante o almoço surge uma idéia de roteiro, anoto rápido pra não esquecer e volto, também rápido, pra concluir com o resto da tarde.

Quanto mais tempo agente quer, menos tempo agente tem, e assim a quarta-feira passou rápido sem ter tempo de concluir tudo o que tinha de ser feito, conclusão fica pro dia seguinte. Cheguei em casa e conclui mais uma postagem para o “Uma vida em filmes..” enquanto assistia o 10° e 11° episódio da 5ª temporada de Lost, assim como o 11° da 5ª temporada de Supernatural que me deu um pouco de raiva. Esperava que Supernatural voltasse de onde parou e começasse logo a tal guerra e voltam com mais um episódio sem nexo nenhum pra história. Com isso percebo quanta falta Lost fará quando chegar ao fim, nenhum série no ar atualmente escreve como Lost as histórias tão bem amarradas um episódio no outro e nem as novidades tem conseguido sucesso com isso.

Começa um vendaval no inicio da noite e a luz em minha casa começa a falhar. Tal pico de energia me faz desligar o desktop e por pra rodar “The boys are back” em meus Laptop. Começa mais uma sessão de “uma vida em filmes” com fortes emoções.

O filme australiano estrelado pelo ator inglês Clive Owen é uma emocionante história real de um pai e sua luta para cuidar dos 2 filhos, sem ter a menor idéia de como fazer isso sem uma ajuda feminina após a morte com câncer da mãe de um deles. Decidido a passar mais tempo com o filho mais novo, ele sai com o menino em uma ‘road trip’ mas encontra dificuldades em entender seu temperamento.

Fazendo ponte com as estórias da Terra do Nunca de “Peter Pan”, o filme nos mostra uma versão moderna e real dos garotos perdidos, onde até o pai, adulto, vira um pouco criança. Quando passa a entender o filho Joe cria uma única regra, a promessa de não criar muitas regras e assim a bagunça começa. A confusão de sua vida aumenta com a chegada do filho mais velho, fruto do primeiro casamento.

Agora tendo que conviver com um adolescente e um garoto que acabou de perder a mãe o desafio do pai de ter que trabalhar e ainda criar os filhos a sua maneira nos leva a realidade dos dias atuais, em que os pais são cada vez mais responsáveis pelo cuidar da família dentro e fora de casa. Os momentos emocionantes são muitos: a doença e morte da esposa, os problemas com o filho mais novo, o arrependimento do abandono ao filho mais velho, a grande responsabilidade de carregar tudo sozinho e o emocionante desafio de decidir ficar com os dois. Joe faz de sua casa uma verdadeira Terra do Nunca onde as regras são limitadas mas a felicidade e o amor do pai pelos filhos não tem fim.

“The boys are back” termina emocionante, divertido e puramente real, real não só por ser inspirado em uma história verídica mas por transmitir grande sensibilidade na interpretação do elenco e no roteiro quase poético em algumas falas. Mais um bom filme entra pra lista da minha saga e continuo no próximo post com mais um dia de “uma vida em filmes”. Até!!

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26 de Janeiro de 2010 - “P2 – Sem Saída”

Amanheci nesta terça-feira com tanta dor de dente que pulei da cama as 5h da manhã. Como não iria conseguir voltar a dormir, mesmo cheio de sono, aproveitei pra me adiantar rumo ao trabalho. Fiz minhas obrigações matutinas, dei uma conferida nos meus downloads que haviam virado a noite baixando, tomei café e parti pro escritório.

Fui pro trabalho me lembrando do filme da noite anterior que me trouxe nova motivação pra enfrentar os concursos que irei fazer. Ver a determinação do garoto Ralph Walker em “Em busca de um milagre” me fez acreditar que minhas chances não são tão poucas quanto eu imagino e que eu só precisava de dedicação. Com esse pensamento já cheguei em minha mesa em busca de material para iniciar os estudos para prova da Petrobrás, até que outro concurso me atraiu. De um tweet da minha universidade veio o anúncio de abertas as inscrições do concurso do IBRAM. Me inscrevi e agora tenho muito mais coisa pra estudar. Espero conseguir levar a faculdade, o trabalho, os concursos e minha vida de filmes muito bem, e ainda tenho que ter tempo para o @pelaarte, pois não posso abandona-lo.

No trabalho tudo correu normal, só meu almoço que atrasou um pouco e durante ele fiz mais uma leitura da revista info. Li uma matéria sobre os freelas da web e lembrei de meus amigos pois não me vejo em tal função. A tarde passou rápido e antes que eu percebesse já era fim do meu expediente.

Parti pra casa bastante cansado por ter levantado mais cedo que de costume mas, como sempre, em casa a bagunça de sempre me impediria de tirar aquela soneca. Como diz o ditado: “Se não pode com ela, junte-se a ela”. Botei uns clipes pra rodar no último volume e fui selecionar novas músicas pra play list do meu celular. Esqueci o sono e o cansaço e quando dei por mim já eram 9h da noite e meu primo mais uma vez querendo o ver o Naruto do dia. Deixei ele assistindo enquanto fui tomar banho e me preparar para minha sessão de filme da noite. Jantei e botei “P2 – Sem Saída” pra rodar e a tortura começou.

Começou o filme, tentando, sem felicidade assustar logo no seu comecinho. Acho que já escrevi por aqui ou no @pelaarte que em tudo que assisto procuro tirar algo relevante pra vida e neste ruim filme também consigo fazer isso. Com “P2” aprendi o que não fazer em um filme e o que não fazer na situação da ‘BURRA’ personagem principal.

Talvez alguns discordem de mim e podem ter achado o filme muito bom mas eu digo que não me agradou nem um pouco. Um show de interpretação ruim, uma trama fraca, um roteiro péssimo, cenas mal feitas e muito chato. Certa altura o filme fez meu cansaço e sono voltarem e quase que me deu vontade de desligar antes do fim, mas não podia quebrar meu próprio desafio. Pra dar algum crédito ao filme até que em certos momentos o filme despertou minha atenção, mas foi tão rápido que nem vale a pena. No final, depois muitas cenas previsíveis neste tipo de filme, finalmente a mocinha mata o bandido e vai embora marcada pela sua aterrorizante noite de natal. O filme acabou, desliguei o PC e fui pra cama que me aguardava ansiosamente.

E até a próxima sessão menos decepcionante, eu espero, de “uma vida em filmes”.

 

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25 de Janeiro de 2010 - “Em busca de um Milagre”

A segunda-feira amanheceu prometendo praia aos que estão de férias e terminou deixando quem estava nela decepcionado com o temporal no final da tarde. O calor logo de manhã cedo dava sinal de que o tempo ruim viria no fim da tarde, mas pra surpresa de todos veio mais cedo do que esperava. Enquanto o seu desabava lá fora, eu no escritório fechava janelas e recolhia o que estava de fora para proteger da chuva.

Comecei a me preocupar pois no fim do expediente teria que ir no centro da cidade para pagar minha inscrição no concurso da Petrobrás além de outras contas que não poderiam passar da data, e a chuva não parava. No fim meu patrão apareceu salvando a pátria e a carona me livrou pelo menos do banho de chuva da ida mas o mesmo não aconteceu na volta pra casa.

Estava chegando em casa meio ensopado, por sinal, e fui cercado pela minha irmã e suas filhas que exigiam que eu fosse em sua casa para dar um jeito em seu computador. Após uma passada rápida em casa e um bom banho fui atender o chamado dela, com minha afilhada a tira colo. Formatei e reinstalei sistemas em seu PC e de olho no relógio para ver o meu filme do dia. Lá pra 22h terminei e voltei pra casa. Havia deixado meu primo assistindo o chato Naruto para que não me aporrinhasse mais. Expulsei-os da toca e botei “Em busca de um milagre pra rodar”.

Confesso que estava meio descontente com o filme por achar que não me agradaria muito, mas foi uma ótima experiência. Uma história simples, engraçada e  super motivadora, assim ficou “Em busca de um milagre” pra mim.

No filme o garoto Ralph Walker é um jovem na puberdade com todos os ápices de sexualidade com comuns em sua idade. Vivendo numa rígida sociedade da década de 1950 como estudante de uma escola católica onde os professores padres ditam as regras e o pecado deve ser evitado. Com a morte do pai na guerra e a doença da mãe é obrigado a viver sozinho a pior parte da vida. Em situações engraçadas Ralph se vê as voltas com temas como masturbação, desejo e pecado até encontrar um propósito na vida.

O filme começa a ficar interessante. A mãe do garoto entra em coma e todos lhe dizem que somente um ‘milagre’ pode faze-la recuperar a saúde, no entanto a frase é dita da boca pra fora por médicos e enfermeiras mas pra Ralph e sua inocência juvenil, nada mais que verdadeiramente possível. Surge então a frase, quando o garoto está a cumprir a penalidade por seu atos ‘pecaminosos’ na piscina do clube: “Um de vocês vencer a Maratona de Boston seria um milagre, um milagre como a duplicação dos pães por Cristo.” Ao ouvir tais palavras Ralph lembra-se do que disse o médico e ganha o objetivo de sua vida, vencer em Boston e realizar o milagre que sua mãe precisa.

A saga do garoto motiva quem assiste. Sua determinação e fé no seu objetivo nos dá certeza de que devemos sempre acreditar neles. Sua força de vontade começa a mexer com as pessoas da cidade e mesmo não sendo o grande vencedor torna-se um herói do local. No final a brincadeira do título original do filme, “Saint Ralph” se revela e o filme torna-se pra mim uma grande motivação pra enfrentar o que está por vir.

Além da maravilhosa história, o filme traz ótimos diálogos e grandes interpretações, principalmente do garoto principal. A maneira engraçada como a história é contada e as apresentações de diversos santos católicos de acordo com o tema das cenas são perfeitas.

“Em busca de um milagre” me deu motivação maior pra encarar os concursos que farei pois, com as minhas possibilidades, só mesmo um milagre realmente passar. O negócio é seguir os passos de Ralph Walker e estudar, estudar, estudar e acreditar e quem sabe passar. Por hoje foi só. Até a próxima!! “uma vida em filmes”

 

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24 de Janeiro de 2010 - “Entre Irmãos”

Mais um domingo de descanso começa comigo acordando como de costume por volta de 10h da manhã. Um domingo de fazer preguiça em que passei quase o dia todo na cama enquanto meus sobrinhos assistiam Naruto no meu PC.

Na hora do almoço o restante da família chegou, irmãos, sobrinhos e primos agora enchiam a casa para mais um dia de domingo. Almoçava e enquanto isso botava alguns vídeo clipes pra rodar. Um pouco mais tarde assisti mais alguns seriados e parei um tempo com os vídeos e fui pra fora para uma leitura de “A menina que roubava livros”.

Por volta das 18h voltei pra toca para preparar alguns posts pra esse blog e pra assistir ao filme do dia. Com os posts terminados botei pra rodar “Entre Irmãos” e me acomodei para apreciar um grande filme.

Na primeira vez que vi o pôster de divulgação do filme no Brasil achei que o título se referia a incesto ‘entre irmãos’ e me intrigou muito ter no elenco tais atores, quando finalmente assisti ao trailer e vi o nome original do filme entendi do que se tratava o filme. Alguns dias depois descobri que Tobey Maguire estava sendo indicado como Melhor ator dramático ao Globo de Ouro por este filme, ao saber disso disse a mim mesmo que tinha que ver esse filme.

Admirar um trio de jovens atores dando um show de interpretação é muito bom e depois de um tempo vendo filmes meia boca, melhor ainda. O trio é composto por Jake Gyllenhaal, Natalie Portman e Tobey Maguire, com o último numa interpretação de tirar um fôlego. Na história Maguire e Gyllenhaal são os irmãos do título que vivem caminhos opostos mas que se amam e cuidam um do outro mesmo com personalidades tão diferentes. Enquanto Maguire vive o certinho da família e segue o caminho do pai a serviço do exercito americano, Gyllenhaal é a ovelha negra da família, o filho rebelde que vive em constante confusão e no inicio do filme acaba de sair da cadeia. Em meio aos dois esta Portman, a esposa e mãe dos filhos do personagem de Maguire que começa a se envolver com o irmão do marido quando acham que ele morreu.

A guerra é o pivô do desenrolar da história e o que faz chegar o filme ao clímax. A noticia da morte do irmão, filho e marido abala a família e uma nova fase começa para o personagem de Gyllenhaal. Enquanto isso, o outro irmão encontra-se vivo e sofrendo o trauma das torturas e sacrifícios do cativeiro de guerra para continuar vivo e voltar para a família. Ainda na guerra, surge a cena que acredito deu a indicação do Globo de ouro a Maguire, com fúria e dor e dá o golpe que salva sua vida mas priva a do amigo. Na volta para casa o espetáculo de interpretação de Maguire recomeça e é na cena de surto na cozinha que temos certeza do porque é considerado um dos melhores atores de sua geração. Maguire simplesmente arrebenta, é claro que Jake Gyllenhaal e Natalie Portman não ficam pra traz e além deles a pequena atriz no papel da filha mais velha do casal também arrebenta, mas a estrela maior da produção é mesmo o eterno ‘Homem Aranha’. É ele o melhor do filme.

Estava mesmo precisando de um filme com fortes interpretações como esse, depois de tantos filmes meia boca valeu muito a pena assisti-lo. Espero que outros filmes como esse estejam em minha lista e espero que logo pois boas produções sempre são bem vindas. Até a próxima parada em mais um dia de “uma vida em filmes”.

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23 de Janeiro de 2010 – “24 Horas – A Redenção”

Sábado rotineiro com trabalho pela manhã e descanso na parte da tarde e, mais uma vez, nenhum programa para o sábado à noite a não ser mais um filme para minha lista do ano. Segui cedo pro escritório e comecei com as tarefas de sempre. No finalzinho da manhã o rapaz da loja chegou para concluirmos com os serviços da semana.

Tudo certo no trabalho segui pra casa pois estava faminto e já estava quase passando da hora do almoço. Já em casa, depois de um confortável banho finalmente fui pro almoço e enquanto isso assistia com meus primos mais alguns episódios de Naruto, antecipando e me livrando logo da chatice deles azucrinando mais tarde.

Após o almoço fui tirar um cochilo e quando acordei já era noite e portanto hora de mais uma sessão de “uma vida em filmes”. Poucos filmes pra assistir resolvi ver “Rogue – O Assassino”, mas quando botei o filme pra rodar a droga do áudio original não funcionava, ou seja, só dava pra ver dublado. Como não estava com pique para filme dublado tratei de trocar. Botei pra rodar então o filme especial do seriado 24 horas, “24 horas – A Redenção”.

Nunca tendo assistido ao seriado fui conhecer o famoso personagem Jack Bauer somente com esse filme e talvez a experiência tenha sido boa justamente por isso. “24 horas – A Redenção” começava me apresentando o cara que é O Cara e a forma de apresentação da série com seu relógio cronometrando os acontecimentos. Na história do filme, Jack Bauer está em missão num país africano onde as crianças do lugar são forçadas a virarem guerrilheiros e lutarem no golpe para tomada do poder pelo General Juma. Mas o trabalho de Jack no país não tem nada haver com a história até o momento em que a escola, onde seu amigo presta serviços em favor do povo, vira alvo dos guerrilheiros, neste momento, Jack Bauer entra em ação e mostra o porque do sucesso desse personagem em 8 temporadas da maior série de ação de muito tempo.

Se assistir ao filme me deu vontade de ver a série, ainda não digo pois, por melhor que tenha sido a experiência, seriados de pura ação não são meu tipo preferido de programa, mas algo no personagem despertou algum desejo de ver mais dele em ação. Talvez ao fim da série, pegue todos os episódios desde a primeira temporada e prepare uma maratona de 24 horas, mas no momento, no quesito séries, minha dedicação será a Lost, minha séria favorita que também se despede esse ano. 

“24 horas – A Redenção” não se sai somente como uma extensão da série de tv, se transforma em um bom filme e torna desnecessária conhecer a história de Bauer para compreender o que se passa. Acho que o filme serve ao propósito de atrair mais público pra série e é muito feliz com isso, e digo, se manter a qualidade técnica do filme acredito que gostarei bastante da série. “24 horas – A redenção” entrou inesperadamente em minha lista de filmes do ano e saiu como uma ótima experiência.

Já era tarde quando o filme acabou e não sobrou mais nada na noite a não ser o sono aconchegante da minha cama. Então fico por aqui em mais um dia de “uma vida em filmes”. Até a próxima!

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22 de Janeiro de 2010 - “1408”

A sexta-feira amanheceu me lembrando que teria compromisso além do trabalho. Depois do desastre do dia anterior até que amanheci bem, talvez “O caçador de pipas” fosse o motivo da melhora do meu humor, mas o importante é que consegui trabalhar bem durante todo o dia.

Um pouco depois do almoço partir pra rua para fazer a renovação do ônibus universitário fornecido pela prefeitura de minha cidade, aquela renovação que me fez ir a Cabo Frio e criou todo o tormento do fim de tarde da minha quinta-feira. Mas tudo bem, já foi superado. Voltei da rua e trabalhei o resto da tarde. Ainda no escritório, dei umas tuitadas, uma olhada rápida no Orkut e nos e-mails e já era hora de ir pra casa e para o filme da vez.

Já em casa, como de costume, deixei os caras vendo Naruto e fui pro banho. Voltei e botei pra rodar “1408” e comecei a assistir o show de interpretação de John Cusack e Samuel Jackson no hotel com um quarto assombrado.

“1408” veio de sugestão de um colega da faculdade e até que se saiu um ótimo filme em minha opinião. O debochado escritor de Cusack é um romancista que passa a escrever livros onde desmascara falsas assombrações e em um de seus próximos livros ele vai até supostos hotéis assombrados na certeza que tudo não se passa de lorota, até que encontra o quarto “1408”. Inicia-se então a viagem do personagem pelos seus piores pesadelos e quando se entra no local dificilmente se consegue sair vivo.

“1408” é mais um clássico do mestre Stephen King. O autor de outros clássicos do terror e do suspense que escreveu a história original deste filme parece ter paixão por hotéis. Um de seus maiores sucessos, “O Iluminado”, levado pras telas por Stanley Kubrick, é ambientado em um hotel com corredores sinistros que tenho certeza fez muita gente passar um bom tempo longe deles. Apesar de Stephen King não ter gostado da versão de Kubrick é inegável que o ‘filmaker’ hollywoodiano fez um clássico e “1408” tenta se aproximar deste clássico mas é infeliz no meio do caminho. Apesar de ser um bom filme, que cumpri bem o que se propõe e tem uma excelente interpretação de Cusack, “1408” passa longe de ser um clássico de Stephen King.

O delírio do personagem vai passando por confusão de ilusão com realidade te fazendo duvidar se o que acontece no quarto realmente acontece ao personagem e no final do filme tudo se revela. Tempos depois encontrei na internet o final alternativo do filme que se fosse o final original me agradaria ainda mais. Já era tarde quando o filme acabou. Passava da meia noite e no sábado ainda tinha que trabalhar. Desliguei então o PC e fui pra cama na espera por mais um dia de “uma vida em filmes”. Até a próxima!

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