02 de Fevereiro de 2010 – “O Padrasto”

O ‘Lost Day’ amanheceu calorento e eu parti em minha jornada rumo a mais um dia de trabalho no escritório em um dia mais tumultuado do que nunca. Cheguei e além de ter as tarefas acumuladas para concluir, o 2° dia do mês é sempre meu dia mas conturbado de trabalho. Após executar as operações iniciais do dia, fui dar uma olhada na internet pra ver o que ocorria e o twitter estava abarrotado de informações ou melhor spoiller da reestréia de Lost.

Twittando e entrando da onda do #lostday acabei me atrasando, confesso, em alguns afazeres do escritório, mas nada que não conseguisse resolver sacrificando alguns minutinhos do meu almoço. Após ajustar tudo li o twitter do @adorocinema que falava do anúncio dos indicados ao Oscar que começariam a poucas horas, mais precisamente 11:30. Fiquei ligado e fui pro site oficial do prêmio para preparar o post para o @pelaarte, e enquanto isso me dedicava ao post do Especial Lost sobre o Matthew Fox que acabou ficando pra depois.

Às 11:30 peguei a lista e fiz o post mas guardei para publicar após o almoço e no horário de almoço corri atrás do prejuízo com as tarefas do escritório. Sem muitas surpresas na lista dos indicados, ou melhor, talvez só o fato de “Guerra ao terror” ser o grande concorrente junto de “Avatar” com 9 indicações, mas fora isso muito parecido com o que foi o Globo de Ouro.

Voltei do almoço, conclui o post e publiquei, parti então para o restante das tarefas da firma até o expediente chegar por volta das 19h. Neste época de véspera de carnaval nosso horário aumenta e fazemos hora até mais tarde. Enquanto gerava relatórios e atualizava planilhas ia acompanhando os tweets do #lostday e ouvindo música no celular.

Chegou a hora de ir pra casa e graças a carona que recebi o cansaço foi menor que o de costume. Após um bom banho pra aliviar o calorão do início da noite era hora de mais um filme. Botei pra rodar o remake de um filme dos 80 que na versão original tinha Terry O’Quinn no papel principal. “O Padrasto” começava e eu me acomodava para assisti-lo. Diferente do ótimo intérprete de Locke, o ator da nova versão não me pareceu grande coisa, mas até que o filme não ficou tão mal, apesar da obviedade em muitas cenas e das interpretações mais que meia boca do resto do elenco.

Parecendo ter respeitado bastante o que foi a versão original, de acordo com o que li pois também não assisti a primeira versão, o filme retrata a história de um psicopata que se finge de bom samaritano para conquistar viúvas e mulheres recém separadas.  Quando a situação passa a sair do seu controle é hora dele acabar com todos os membros da família e ir caça de nova família para continuar seu ciclo de “Padrasto”.

No inicio do filme fica claro para o público que o cara não é flor que se cheira e é no início também que vemos a melhor ou, talvez, a única cena que presta no filme. “O Padrasto” caminha normalmente pela casa após se barbear, vai até a cozinha e prepara um copo de leite até que a câmera foca um pequeno morto debruçado sobre a mesa, a princípio dá a entender que o sujeito vai se importar com o morto, mas a única coisa que lhe importa é o carrinho fora do lugar. Após virar o objeto, ele levanta e sai pela porta da frente, a câmera nos mostra então o restante da família também mortos a beira da árvore de natal.

Após a sequência que descrevi as cenas começam a ficar chatas e cheias de clichês, até que surge o fraco ator da série “Gossip Girl” como o rebelde da nova família do padrasto. O filme segue e chega a seu fim com todas as cenas que se espera de uma produção do tipo e com o mesmo final da versão original deixando a brecha de que, assim como a versão dos anos 80, “O Padrasto 2” virá por aí.

O filme acabou e eu corri pra assistir novamente o especial de abertura para 6ª temporada de Lost que começaria poucas horas depois, fiquei acordado até as 2h da madrugada até que finalmente o arquivo do episódio LA X estava liberado no torrent. Liguei o download e fui dormir na maior ansiedade, sabendo que já pela manhã seria hora da nova saga de Lost.

No próximo post continuo contando como foi e como foi o próximo filme de “uma vida em filmes.” Até lá!!!

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