29 de Janeiro de 2010 - “Um lugar para recomeçar”

Acordei para a última sexta-feira do mês e como de costume fui andando pro trabalho. No caminho ia repassando em minha mente as tarefas do dia. Preparar postagens para os blogs, catar mais material pros concursos, atualizar os documentos e planilhas do escritório, além das tarefas de praxe comum em todos os dias.

Cheguei no escritório e consegui fazer do que havia planejado deixando apenas as postagens para casa, também não consegui encontrar muito material para as provas que ficou pra casa também. Entre uma coisa e outra uma passada no Orkut, no twitter e uma olhada nos e-mails e logo-logo o dia se encerra. Volto pra casa e a bagunça se sempre reina.

Decidido a adiantar o filme do dia, cheguei e logo após o banho assisti apenas o episódio 12 da 5ª temporada de Lost. O episódio “Dead is Dead” era um dos melhores da temporada por revelava um dos grandes segredos da série. Acabado Lost botei pra rodar outro filme que estava guardado em meus dvds. Com Robert Redford, começava “Um lugar para recomeçar”.

A tempos que não assistia a um filme de Redford e neste o cara está um perfeito rabugento do oeste. Ao lado de Morgan Freeman, outro grande ator, e da atriz/cantora J-Lo, estrela um filme que não é pretencioso e se mantém bem no que propõe. De maneira bela e quase poética o cineasta conta uma história sobre perdoar e seguir em frente. Como diz o sugestivo título original “An Unfinished Life”, os personagens do filme vivem uma vida incompleta que só pode conseguir ir adiante se permitirem perdoar o que aconteceu no passado.   

No Brasil o filme recebeu o título de “Um lugar para recomeçar” fazendo mais referencia a personagem de Jeniffer Lopes que parte com a filha fugindo dos maus tratos do namorado que a agride fisicamente. O novo lugar é nada mais que sua terra natal, local de onde fugiu anos antes após a culpa pelo acidente que matou seu marido e filho de Einar, personagem de Redford. Amargurado com a morte do filho ele culpa a moça e a partir de sua incapacidade de perdoar passa a afastar de sua vida todos os que se importavam com ele, ficando apenas o velho amigo Mitch, vivido por Morgan Freeman.

Enquanto o personagem de Redford sofre a dor de ter perdido o único filho e guarda o rancor negando o perdão a personagem de J-Lo, seu velho amigo é atacado por um urso e dessa relação surge a mais bonita parte da história. O personagem de Morgan Freeman, em forma de lição para Einar, se mostra desposto a cuidar de seu agressor e quase no fim do filme decide que o urso não teve culpa do acontecido e que o animal merecia a liberdade. Da mesma forma Einar consegue as poucos superar as dores do passado e entende que ninguém teve culpa do acidente que matou seu filho, voltando assim a viver com sua nova família.

O urso é um espetáculo a parte em todo o filme, sua aparições nos fazem compreender por que os animais são importantes em certas produções. O encaixe perfeito no roteiro e uma cena de arrepiar no confronto de Morgan Freeman com a fera, linda cena. O filme vai chegando ao fim com um final que era de se esperar e por fim um voo sobre a bonita paisagem do rancho até a floresta do urso encerra belamente o simples e despretensioso filme.

Acabado o filme coloquei um musiquinha pra tocar e fui escrever mais posts para este blog. Depois desliguei tudo e fui pra cama pois um sábado tumultuado me esperava. Fico por aqui e até mais outro dia de “uma vida em filmes”. Bye!!

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