11 de Fevereiro de 2010 - “Um Homem Sério (A Serious Man)”
Quinta-feira em véspera de Carnaval e o trabalho continuava. Enquanto muitos turistas já chegavam na minha cidade e alguns conhecidos já se aprontavam para viajar, eu seguia na rotina de sempre caminhando até o escritório para mais um dia de trabalho.
No trabalho repetia as tarefas de sempre e o quando no relógio marcou 9h parti pra loja, onde fiquei até as 12:30. De volta pro escritório, fui direto pro almoço e enquanto almoçava, assistia ao episódio de Burn Notice, seriado que curto bastante.
A tarde passou rápido e quando dei por mim já estava indo pra casa. Por volta das 20h cheguei na toca, após o banho, fui pra sessão do dia. Começava ali uma desagradável experiência com “Um Homem Sério”, filme dos elogiados irmãos Coen.
O filme foi uma das minhas piores experiências dos últimos tempos e olha que ultimamente elas não tem sido poucas. Uma história lenta e chata, personagens fracos que tentam parecer engraçados e um final sem pé nem cabeça, se é que se pode chamar aquilo de final. As pessoas, principalmente uns tais críticos de cinema, dizem que os caras fazem filmes inteligentes, originais e tal, só sei que eu prefiro ser burro a dizer que esse filme tem algo de bom, fala sério, realmente decepcionante.
Fiquei assistindo o filme tentando entender porque tal produção concorria ao Oscar, entre eles na categoria melhor filme. Após conferir o filme só tive certeza de que o Oscar não é pelos melhores do cinema, ali tem coisa e não venha me dizer que tem uma interpretação especifica do filme que só pessoas de ‘intelecto avançado’ compreendem que essa balela não convence. Se o tal ‘intelecto avançado’ sugerir pessoas com algum distúrbio mental aí talvez eu aceite, mas pelo amor de Deus, o filme é horrível.
No início do filme eu ainda tinha esperança que fosse sair dali alguma história engraçada, principalmente no momento em que o protagonista descobre sobre o caso de sua mulher com o amigo, mas doce ilusão minha, a história não se desenrola porque os caras acabam matando um dos personagens. Tive paciência e esperei que tudo se resolvesse e quando fui ver o filme tinha acaba, na cena mais sem sentido de todas. Falei comigo mesmo, que porcaria de filme é esse. Quando desliguei já estava exausto e disse que assistiria novamente para dar uma segunda chance ao filme, mas não consegui nem assistir novamente o filme.
As pessoas poderiam pensar que era cisma minha com o filme dos Coen, mas não pois gostei bastante “Queime depois de ler” e “Matadores de Velhinhas”, apenas não conferi, ainda, “Onde os fracos não tem vez”. Acho, concordando com um comentário que li em algum lugar aqui na internet, que os irmãos Joel e Ethan Coen usaram do sucesso dos seus filmes anteriores, sempre originais, e isso é inegável, para fazerem o que bem entendem na tela sabendo que alguns ‘idiotas’ tentando parecer inteligentes diriam que o filme é maravilhoso e achariam alguma explicação absurda, mascarada em intelectualismo, para dizer o quanto o filme tem de especial. Uma coisa eu tenho certeza esse filme não me convence e daria a ele, lá no ‘Pela Arte’, no máximo 2 estrelas. Acho que elenco e produção tentaram fazer um bom filme, mas o roteiro horrível estragou tudo, não gostei.
Em fim era hora de ir pra cama, larguei-me nela revoltado com tal decepção mas torcendo que fosse diferente no dia seguinte. Aos leitores até o próximo dia de “uma vida em filmes”.
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