12 de Fevereiro de 2010 - “Encurralado (Duel)”
Amanheci na sexta-feira com ressaca da decepção com o filme do dia anterior, o injusto indicado ao Oscar 2010, “Um homem Sério”. Inicie minha caminhada rotineira e cheguei no escritório sabendo que logo, logo iria pra loja. Fiz as tarefas inicias do dia e parti pra lá com meu note na mochila.
Já na loja, pra matar o tempo, preparei um post pra este blog e terminado o tempo voltei ao escritório. A sexta-feira de carnaval prometia festa para os foliões mas animados, o meu carnaval seria totalmente dedicado aos filmes, ou melhor a minha vida em filmes.
Chegou a tarde e com ela a hora de ir pra toca, cheguei e fui direto pra sessão de filme do dia. Preparei pra esse dia uma sessão de um clássico filme de Steven Spielberg. De 1971, o filme pra tv, “Encurralado (Duel)”. Botei “Encurralado” pra rodar e dei inicio a tensão provocada por esse grande suspense.
A vontade de assistir este filme começou quando li “O Clube do Filme” de David Gilmour. Um dos primeiros filmes do grande Spielberg, o filme trata-se de um suspense onde o protagonista nada mais é que o assustador caminhão do título original. A perseguição constante do caminhão ao, até então, pacato motorista interpretado por Dennis Weaver, envolve aquele que assisti de maneira que passa a torcer pelo personagem como se fosse ele próprio.
Pra época, acredito, deve ter sido um desafio filmar tal produção. Posicionar a câmera de modo a pegar pontos realmente assustadores do veículo e não só o caminhão mas também a estrada é assustadora na visão proporcionada pelo filme.
O ponto forte do filme é justamente o de não mostrar a identidade do motorista do furioso caminhão, mas o caminhão por si só é uma assustadora figura. A aparência enferrujada, a buzina e a fumaça espirrada pelo veículo fazem o resto do trabalho. É difícil explicar a magia por trás de tal produção, o que se pode concluir é que foi dali que nasceu o grande cineasta que é hoje um dos maiores da história de hollywood e fez uma escola no cinema atual em que muitos querem seguir seus passos.
Assim como Gilmour descreve no “Clube do filme”, a grande estrela do filme é mesmo seu criador, Steven Spielberg. Um filme clássico surge na minha semana pré-carnaval pra livrar do trauma anterior criado pelos irmão Coen. Os caras do filme do dia anterior podem ser mestres do cinema original, mas prefiro a falta de originalidade de Spielberg, se esse for o caso. Adorei “Encurralado” e quero muito aprender, quando possível com esse mestre do cinema moderno.
Após a excitação com cada cena da grande estréia de Spielberg, acredite, na tv, desliguei o filme satisfeito com a ótima sessão e esperando que isso se repetisse na noite seguinte em que escolheria mais um indicado ao Oscar pra próxima sessão de “uma vida em filmes”.
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