01 de Fevereiro de 2010 - “Acima de Qualquer Suspeita”

O mês de meu nascimento começou agitado. Inicio de mês assim como o seu fim é sempre tumultuado e em fevereiro não é diferente.

Acordei e parti pro escritório sabendo que havia muita coisa pra fazer. Logo pela manhã, corri pra terminar as pendências de Janeiro mas no fim tive que esperar mais algum dia para concluir definitivamente o mês. No intervalo entre uma coisa e outra comecei a postar as postagens que havia passado o domingo inteiro preparando mas não postei por falta de internet em casa.

Chegou a hora do almoço e parti com “A menina que roubava livros” para mais algumas páginas de leitura. Após um rápido cochilo voltei pra concluir os afazeres do escritório e rapidamente chegou o fim da tarde para que eu pegasse o caminho pra casa.

Cheguei em casa já aporrinhado pois fui andando e falando ao telefone mais uma vez com a operadora de minha internet, que continuava uma M****. Após longos minutos tudo se resolveu e descobri, que por milagre a net tinha se estabilizado. Botei logo mais alguns arquivos pra baixar e fui pegar o filme do dia pra assistir, aproveitando a locação do meu irmão. Botei pra rodar “Acima de Qualquer Suspeita”, um remake de Suplício de uma Alma de Fritz Lang que, não sei por qual motivo, recebeu tal título no Brasil, quando o original manteve-se o mesmo nome do primeiro filme.

Essa versão do filme tem, basicamente, o mesmo enredo da versão de 1956, com pequenas diferenças que poderia dizer melhor se tivesse assistido a versão de Lang. O que Peter Hyams faz ao misturar um ator conhecido do grande público com outros nem tanto resulta em bom filme. A trama é muito boa e em certo ponto prendeu minha atenção e fez eu realmente odiar o personagem de Michael Douglas. O filme estava realmente me agradando principalmente pelo roteiro pois as interpretações, mesmo a de Douglas, não estavam grandes coisas, até que chegou o fim e toda a boa impressão do filme.

A história falava basicamente de um jornalista investigativo que tem um faro sobre um corrupto promotor de justiça, alegando que este planta provas nos locais do crime para que os réus de seus julgamentos sempre sejam condenados. No entanto ele percebe que a coisa é tão bem feita que dificilmente acreditariam em sua história e aí que entra o seu perigoso plano. Criando pistas para ser apontado como suspeito de um novo caso que ele tem certeza, atrairá seu alvo e o promotor vivido por Douglas cai no jogo. Mas com armas muito mais fortes, o personagem de Michael Douglas acaba saindo na frente e o garoto é encaminhado ao corredor da morte.

Até esse ponto a história estava super interessante e continua quando a assistente de Douglas e namorada do condenado entra pra desvendar todos os crimes que o chefe conseguiu condenar um culpado plantado o DNA do suspeito na cena do crime. O final do filme revela uma grande surpresa mas que a mim não agradou. Achei o roteiro inteligente simplesmente pela forma como os criadores bolaram a idéia de alguém se arriscar de tal maneira para provar que suas suspeitas tinham fundamento e isso ficou pra mim o grande barato do filme e desnecessária a reviravolta final, mesmo com os indícios de algo suspeito em meados do filme.

Finais surpreendentes são bons, mas quando a produção exige aquilo e talvez até tenha ficado melhor na versão original, mas nessa aqui pelo menos a mim não agradou. O filme acabou comigo reclamando esse fato e desligando o PC para dar um tempo a ele pois logo, logo começaria as sessões de reviews finais de Lost. Fui dar uma volta e quando voltei botei pra assistir o episódio final da 5ª temporada e o episódio especial com o resumão pra 6ª e última temporada de minha série favorita.

Fui dormir na expectativa para o dia seguinte em que ‘O início do fim’ chegaria e uma nova jornada de Jack, John e cia começaria. Até outro dia de “uma vida em filmes.”

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