27 de Janeiro de 2010 - “The Boys Are Back”
Quarta-feira chega pra botar ordem na bagunça e me preparar para o ano começar de verdade. É mais do que verdade quando dizem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval, quando todas as festas acabaram e todos regressam de suas férias, pelo menos os que conseguem tirar férias nessa época. Como fevereiro já está batendo a porta, resolvi correr com todas tarefas pendentes de janeiro, tanto no trabalho como nos meus blogs e assuntos pessoais as coisas tem estado um pouquinho atrasadas o que pode complicar bastante quando as aulas começarem e o verdadeiro corre-corre iniciar.
Cheguei no escritório e o PC ficou repleto de janelas abertas e minha mesa repleta de notas, blocos e cadernos de anotações. Naquele momento me sentia com mil mãos e um verdadeiro multi-tarefa. Enquanto atualizo os documentos do escritório, atualizo também os posts do “Pela arte” e as postagens deste blog que estão com 10 dias de atraso. Hoje mesmo (dia 28), no momento em que escrevo essas linhas estou escrevendo também o post do dia 20 pra tentar postar ainda hoje.
Além dessas tarefas tinha que começar a recolher material para estudar para os concursos, voltar pra leitura de “A menina que roubava livros” e voltar pro tema de minha monografia que pretendo apresentar ainda este ano. Em meio a tudo isso, minha paixão não fica de fora, durante o almoço surge uma idéia de roteiro, anoto rápido pra não esquecer e volto, também rápido, pra concluir com o resto da tarde.
Quanto mais tempo agente quer, menos tempo agente tem, e assim a quarta-feira passou rápido sem ter tempo de concluir tudo o que tinha de ser feito, conclusão fica pro dia seguinte. Cheguei em casa e conclui mais uma postagem para o “Uma vida em filmes..” enquanto assistia o 10° e 11° episódio da 5ª temporada de Lost, assim como o 11° da 5ª temporada de Supernatural que me deu um pouco de raiva. Esperava que Supernatural voltasse de onde parou e começasse logo a tal guerra e voltam com mais um episódio sem nexo nenhum pra história. Com isso percebo quanta falta Lost fará quando chegar ao fim, nenhum série no ar atualmente escreve como Lost as histórias tão bem amarradas um episódio no outro e nem as novidades tem conseguido sucesso com isso.
Começa um vendaval no inicio da noite e a luz em minha casa começa a falhar. Tal pico de energia me faz desligar o desktop e por pra rodar “The boys are back” em meus Laptop. Começa mais uma sessão de “uma vida em filmes” com fortes emoções.
O filme australiano estrelado pelo ator inglês Clive Owen é uma emocionante história real de um pai e sua luta para cuidar dos 2 filhos, sem ter a menor idéia de como fazer isso sem uma ajuda feminina após a morte com câncer da mãe de um deles. Decidido a passar mais tempo com o filho mais novo, ele sai com o menino em uma ‘road trip’ mas encontra dificuldades em entender seu temperamento.
Fazendo ponte com as estórias da Terra do Nunca de “Peter Pan”, o filme nos mostra uma versão moderna e real dos garotos perdidos, onde até o pai, adulto, vira um pouco criança. Quando passa a entender o filho Joe cria uma única regra, a promessa de não criar muitas regras e assim a bagunça começa. A confusão de sua vida aumenta com a chegada do filho mais velho, fruto do primeiro casamento.
Agora tendo que conviver com um adolescente e um garoto que acabou de perder a mãe o desafio do pai de ter que trabalhar e ainda criar os filhos a sua maneira nos leva a realidade dos dias atuais, em que os pais são cada vez mais responsáveis pelo cuidar da família dentro e fora de casa. Os momentos emocionantes são muitos: a doença e morte da esposa, os problemas com o filho mais novo, o arrependimento do abandono ao filho mais velho, a grande responsabilidade de carregar tudo sozinho e o emocionante desafio de decidir ficar com os dois. Joe faz de sua casa uma verdadeira Terra do Nunca onde as regras são limitadas mas a felicidade e o amor do pai pelos filhos não tem fim.
“The boys are back” termina emocionante, divertido e puramente real, real não só por ser inspirado em uma história verídica mas por transmitir grande sensibilidade na interpretação do elenco e no roteiro quase poético em algumas falas. Mais um bom filme entra pra lista da minha saga e continuo no próximo post com mais um dia de “uma vida em filmes”. Até!!
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