Depois de um sábado tumultuado assistindo a um filme bem meia boca e de aturar quase um dia inteiro uma dor insuportável, meu domingo merecia ser como foi.
Acordei bem disposto as 11h e depois do café fui dar um jeito na toca pra aproveitar a disposição. Comecei a preparar meus materiais para as aulas que estão prestes a começar e voltei pra escrever mais posts para “uma vida em filmes”.
A hora do almoço chegou e meu irmão chegou da locadora com filmes que tinha alugado e perguntou se queria assisti-los. Peguei, mas guardei pra outros dias pois o filme do dia já estava programado. Depois do almoço, enquanto ouvia Legião Urbana, Evanescence, Incubus, Norah Jones e Ammy Winehouse no último volume, continuava nos posts até que me cansei e antecipei a sessão do dia.
Quando botei pra rodar “Sherlock Holmes” já passavam das 14h. Downey Jr e Jude Law entravam em ação para o espetáculo de Guy Ritchie, apresentando a dupla Sherlock e Watson, criados originalmente por Sir Arthur C. Doyle, numa aventura digna de Oscar.
O pouco conhecimento que tinha do famoso detetive, além do transmitido por cultura universal, era do livro de Jô Soares, “O Xangô de Baker Street”. No livro do acadêmico brasileiro o detetive vem ao Brasil investigar o misterioso desaparecimento de um instrumento musical na época imperial. Muito divertido o livro, foi nele que conheci Sherlock e seus métodos investigativos nada triviais, conheci sua parceria indispensável do companheiro Watson e sua inteligência incontestável. Com esse filme pude ver um pouco mais do personagem e através do ótimo Robert Downey Jr., ficou melhor ainda.
O filme continuava e eu me encantava com as falas cômicas e interpretação perfeita da dupla principal. Os cenários da história davam um show a parte e, como não pode faltar em um bom filme de aventura, a ação e os efeitos especiais também eram perfeitos. Jude Law sai um pouco de cena e ficamos com a sutil interpretação de Rachel McAdams como a única pessoa a conseguir derrotar o detetive, aplicando o golpe feminino de arrebatar seu coração.
Assim vai seguindo a história um espetáculo de imagens e diálogos super inteligentes e engraçados até o clímax final em que Sherlock desvenda todo o mistério e o revela ao público como descobriu tal fato. O filme chega ao fim e a experiência foi tão boa que tive de repetir a dose, fiquei ouvindo a excelente trilha dos créditos e deixei que recomeçasse novamente e, como já disse aqui, a segunda vista é sempre melhor que a primeira. Assistindo a segunda vez tive certeza que esse era um dos melhores filmes desta temporada e estava fechando meu mês com chave ouro.
Desliguei o filme por volta de 19h e fui pra um pouco de nostalgia, juntei uns antigos dvds pra catalogar e descobri em meio a eles o meu desenho de infância favorito. Fechei a noite assistindo ‘Cavaleiros dos Zodíaco’ com os olhos quase lacrimejando de saudade. Encerro por aqui o primeiro mês de “uma vida em filmes”. Até Fevereiro!!
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