03 de Fevereiro de 2010 - “Invictus”
Acordei no 3º dia do mês assistindo a 1ª parte do episódio de retorno de Lost, uma hora antes de partir para o escritório para mais um dia de trabalho. Meu seriado favorito voltava para sua última temporada com os mesmos ingredientes de sempre: ação, aventura, mistério, suspense e surpresas. Ingredientes que fazem de Lost a melhor série ‘ever’.
Assisti a maravilhosa primeira parte de boca aberta diante da primeira cena. Acabado o episódio peguei minhas coisas e corri para o serviço, a segunda parte, infelizmente, teve que esperar eu retornar do trabalho. Já no trabalho as tarefas de sempre me esperavam e pra fugir dos spoiler da segunda parte de Lost, evitei as redes sociais por hoje.
A hora do almoço chegou e enquanto comia alguma coisa dava uma lida em “A menina que roubava livros”. Após uma soneca, de volta ao trabalho, ou seja, a rotina de sempre. Na parte da tarde conclui os relatórios do mês passado e deixei sobre a mesa de meu chefe. Deu minha hora e ‘fui-me’, tinha que ir ao centro da cidades resolver alguns pepinos.
Por volta de oito horas cheguei em casa, sem mais demora botei a segunda parte de Lost pra assistir e logo após era hora do filme do dia. Parti pra ver “Invictus”, o filme começou a rodar e eu comecei a me impressionar com a interpretação de Morgan Freeman vivendo uma das figuras mais importantes de fim do século passado.
“Invictus” era dirigido por Clint Eastwood e, acreditem, só fui descobri isso nos créditos do filme, normalmente costumo correr atrás de informações sobre o filme antes de assisti-lo mas esse foi de ‘supetão’ (nossa que gíria velha), em fim, quando fui ver já estava assistindo e adorei o que vi. Além de Freeman e Eastwood o filme contava também com o bonitão galã Matt Damon que faz uma simples e precisa interpretação de seu personagem.
Pra não dizer que assisti ao filme assim do nada, digo que talvez foi por influência do Oscar. Freeman e Damon concorrem a estatueta por suas interpretações como Melhor ator e Melhor ator coadjuvante, respectivamente. Acho difícil eles ganharem de acordo com as especulações. Não assisti ainda “Coração Louco” mas já conferi a interpretação de Clooney e dele Morgan Freeman vence, apesar do charmoso galã também estar muito bem em “Amor sem Escalas”.
Voltando pra “Invictus”, o filme é uma ótima oportunidade de refrescar a idéia sobre o país sul-africano e sobre o seu líder que dá uma lição de democracia ao mundo e um basta no racismo simplesmente perdoando aqueles que foram seus rivais no passado. Ótima oportunidade também de promover a paixão do povo pelo esporte, principalmente em época de Copa do Mundo, mas não acho que a intensão de Eastwood fosse essa. A maior mensagem do filme é de união. O povo dividido por discordâncias políticas se une por sua maior paixão, o rúgbi. A torcida se une, negros e brancos, ex-adeptos do apartheid e partidários de Mandela, todos juntos querendo só uma coisa, o bem da África.
Momentos emocionantes não faltam no filme, como quando o personagem de Damon vai até a antiga cela de Mandela para sentir como foi passar anos de sua vida preso num cubículo de 4 paredes e diz:
“Estou pensando em como se passa 30 anos em uma cela apertada e ao sair está pronto para perdoar as pessoas que te colocaram lá.”
Ao final do filme o momento mais emocionante. As pessoas no estádio, os ouvintes nas ruas e as famílias em suas casas fazem um coro cantando o hino do país que parece ser ouvido em todos os cantos e o resultado é simplesmente lindo. E pra encerrar o também lindo poema de Mandela com suas fortes frases:
“Eu agradeço a qualquer Deus que exista, pela minha alma inconquistável. Eu sou o mestre do meus destino. Eu sou o capitão da minha alma.”
“Invictus” acabou e me deixou confortavelmente emocionado pois não era um filme de te deixar depressivo, sua emoção transmite alegria e admiração a um dos heróis do nosso mundo. Belas interpretações e perfeita direção fizeram dele meu primeiro grande filme do mês do carnaval que começou agitado e promete continuar assim durante bastante tempo. Fico por aqui me preparando para emoções do dia seguinte de “uma vida em filmes.” Até!!
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