17 de Janeiro de 2010 - “Amor sem Escalas”
Domingo de premiação em Hollywood e eu acordando em Araruama ás 10h da manhã no pique pra ouvir muita música, assistir algumas séries e um bom filme ao fim do dia.
Posso dizer que tirei o dia pros videoclipes. Juntei todos os melhores clipes que tenho em grande variedade de artistas e estilos, com isso acabei descobrindo o quão eclético eu sou. Para se ter idéia a lista incluía artistas como: Slipknot, System of down, Beyonce, Martinália, Sandy e Jr, Green Day, Shakira, Glee, Colbie Caillat, etc ... Fiquei nos clipes quase o dia todo e quase me esqueci do filme do dia. Acreditam?!
Uma má noticia chegou e perda de alguém chegado da família me fez diminuir o animo com os clipes. Botei pra rodar mais umas sessões de Naruto para meu primo e meus sobrinhos se entreterem e fui dar uma saída para juntar umas idéias que tem me feito chorar por dentro a muitos dias.
Fui pro centro da cidade na intenção de passar no cinema e cumprir com meu filme do dia, cheguei lá tarde demais e a última boa sessão já tinha acabado, não queria assistir a comédia que estava em cartaz por não gostar de seu ator protagonista. A propósito, o filme era “Encontro de Casais” e o ator Vince Vaughn, que além de atuar também roteiriza o filme. Voltei pra casa e escolhi "O Amor sem fronteiras' para ver quando descobri pelo twitter que o Globo de Ouro estava sendo entregue aos seus vencedores.
Botei o filme com George Clooney pra rodar, enquanto lá no Globo de Ouro ele ganhava o prêmio de melhor roteiro. O filme rolava e começava a me conquistar e mostrar porque mereceu o prêmio. Um história dos nossos tempos e uma divertida comédia que me surpreendeu com a interpretação da atriz que é também coadjuvante na ridícula “Saga Crepúsculo”.
O filme se desenvolve com Clooney contando sua história de vida e seu peculiar trabalho de dispensar empregados de empresas que não tem coragem de faze-lo. Mostrando sua casa que é na mais que a fila de espera dos aeroportos, os hotéis e afins de suas constantes viagens. Até que a dupla perfeita começa a aparecer na tela Clooney e Anna Kendrick ficam perfeitos em cena e garota não fica pra traz nem um pouquinho e sua interpretação lhe rendeu a indicação a premiação da noite junto da parceira de elenco Vera Farmiga, que pra mim não é grande coisa no filme não.
Os diálogos da produção dizem o porque ser o melhor roteiro e a busca por milhas de voo do personagem de Clooney não poderiam ser mais originais. O que dizer do papo dos personagens sobre seus cartões de crédito e sua disputa por quem tinha mais milhas de voo, em fim muito bom filme. Mas mais que tudo o que o filme retrata, como se percebe quando vai se chegando ao fim, é a solidão dos dias de hoje, onde o trabalho e o modo de vida que cada um escolhe ter nos afastam das pessoas que amamos e dos sonhos que tínhamos. O personagem de Clooney conquista seu objetivo mas não o que realmente buscava, a felicidade.
O filme acabou e fui dormir com aquela sensação gostosa de ter assistido uma ótima produção de elenco, enredo e roteiro perfeitos. “Amor sem Escalas” foi o título escolhido para o Brasil e até que não se saiu tão mal pelo que se vê da história. Espero poder ver outros bons títulos já que em sua maioria os nomes não combinam muito com o que a história do filme tem a dizer.
Encerro por aqui e até a próxima parada em “uma vida em filmes”.
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