16 de Janeiro de 2010 - “Adam”

Após a noite anterior de “Jogo de Ladrões” amanheci com muita dor de cabeça, dor de ouvido e dor de dente prometendo que o dia ia ser difícil, e foi. Levantei e fui ruma ao trabalho, mesmo não me sentido bem.

Ao chegar no trabalho um pouco de alívio ao lembrar que era sábado e como sempre trabalhamos só metade do dia. Ao mesmo tempo já tinha programa nada agradável pra parte da tarde, pagar as contas que não consegui pagar no dia anterior.

Depois de me aborrecer bastante com os atendentes da cobrança voltei pra casa no desejo de aliviar o stress com um bom filme. Mal almocei, lá pra 15h e coloquei pra rodar “Adam”. O filme cujo personagem principal me lembrou muito o Sheldon de ‘The Big Bang Theory’, sitcom americano que acompanho, me agradou bastante e me emocionou muito também.

O clima calmo do filme realmente me ajudou e as lágrimas de desespero do enorme stress se transformaram em lágrimas de emoção. “Adam” é um daqueles filmes cuja produção não é das mais distribuídas e é um filme basicamente feito para festivais, o que é uma pena pois o filme merecia chegar ao grande público nas telas de cinema. Aqui no Brasil parece que seu lançamento se deu direto em dvd, não tenho certeza, mas com certeza merecia sim algum em cartaz no circuito nacional.

Quando peguei o filme pra assistir lembrei de uma enquete que participei no site do CinePop em que uma das questões era: ‘Maior mancada da indústria cinematográfica em 2009’. Entre as opções que agora não lembro todas, marquei a que falava justamente do lançamento de ótimos filmes direto em dvd. Fiquei pensando se era mais uma vez o fantasma da mídia digital rondando o mercado cinematográfico, pois eu mesmo ultimamente tenho assistido mais filmes em dvds do que numa confortável sala de cinema. Logo meu medo foi embora pois lembrei dos sucessos de bilheterias que estão aí pra provar que o Cinema jamais perderá seu espaço, veja ‘Avatar’, ‘Lua Nova’ e até a continuação de ‘Alvim e os Esquilos’ mostrando que o cinema continua com muito fôlego.

Mas “Adam” continuava e eu ria e me emocionava com bela interpretação de Hugh Dancy no papel do cara portador de uma doença não muito conhecida mas real. O filme tenta mostrar que apesar de as pessoas portadoras da síndrome de Asperger, apesar da dificuldade de demonstrar e entender sentimentos, são sim capazes de amar. O amor para “Adam” é diferente dos demais e somente quando encontra alguém capaz de compreende-lo ele se torna capaz de viver esse sentimento.

A bonita história continua mas pra mostrar a difícil realidade dos sofrem de tal mal, o filme leva “Adam” de volta a solidão e ao desafio de viver com a doença, até que encontra ao que o seu jeito se encaixa perfeitamente e começa assim a ser feliz. O filme que começou me lembrando o Sheldon de ‘TBBT’ terminou me fazendo respeitar e admirar ainda mais esses gênios que tamanha inteligência as vezes priva da verdadeira felicidade.

“Adam” acabou e meus nervos acalmaram, decidi então ouvir um pouquinho de música pra animar, mas a fila do aguardo pra mais uma sessão de Naruto já estava na porta. Na toca agora, 'em cartaz' (risos), é hora de Naruto.

Tchau e até o próximo dia de “uma vida em filmes”!!

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