08 de Janeiro de 2010 - “Jean Charles”
Sexta-feira. Dia de Follow Friday no twitter, não sei porque comecei com isso, mas tudo bem. Final de semana chegando e mais filmes me aguardando. Enquanto acordo rumo ao trabalho, minha mãe comenta sobre o show do Belo que terá numa cidade vizinha aqui. Eu digo – Éca, to bem com a minha nerdisse obrigado. Perder meu tempo em showzinho de pagode, a faça me um favor. Meus filmes ficam como? (risos)
No trabalho, o basicão de sempre: algumas postagens nos blogs; uma twittada aqui e ali; checar e-mails, meus e da firma; passada rápida no orkut; leitura de “O Clube...” durante do almoço; pestana; mais trabalho; fechamentos e casa.
Em casa a vez é do primeiro filme brazuca do ano. “Jean Charles” começa e já me decepciona com o menu de dvd mal feito. Fala sério! Pareceu preguiça de fazer o negócio direito, tirar uma cena completa do filme e deixar com efeito no menu. ridículo! Mas aí o filme começou e ainda tinha esperança. A história, conhecida por muitos, abalou o mundo e deixou a polícia inglesa em maus lençóis, apesar de até hoje os culpados do trágico fim de Jean ainda estarem livres.
O filme em sí não é bom. O que ganha a minha atenção é a história que ele quer contar. Não me convenceu a proposta do diretor de fazer uma mistura de ficção com realidade fazendo o filme parecer um documentário. O cara ainda ousa ao colocar não-atores para atuar e até pessoas que viveram todo o fato real interpretando a sí mesmos na telona. Acho que ou se é uma coisa ou se é outra. A mistura que Henrique propõe fica confusa e perde a qualidade técnica, você não sabe se é um documentário ou um filme comum o que está vendo. Os atores improvisando, porcamente, devo dizer perdem o talento. Nem o grande Selton Mello está grandes coisas nesse filme.
Mas, segui o que propôs o David Gilmour e curti o filme pela sua história e nada mais, por que em alguns momentos deu vontade de parar de ver. Na história, não totalmente real que o cineasta faz questão de dizer no extra do dvd, “Jean Charles” é retratado como um ser humano que erra mas que acaba pagando por um erro diferente do que cometeu.
Ver o filme me fez lembrar do sonho de morar no exterior que algumas pessoas tem, se aventurar em novos lugares, melhorar sua vida financeira e a de seus familiares, voltar ao pais natal e começar um negócio. Vejo isso positivamente e negativamente. Também penso em um dia, quem sabe, conhecer algum outro país, talvez até morar, mas não me arriscaria a viver em um lugar onde o medo do terror é tanto que inocentes acabam pagando pelo crime dos outros.
Algumas pessoas são tão fissuradas pelo sonho de viver no exterior que sacrificam tudo por ele e quando lá chegam o arrependimento bate. Com todas as dificuldades da nossa terra é aqui que é meu lugar. Não digo nunca, pois o amanhã a Deus pertence, mas permaneço em terras brasilis enquanto possível for.
”Jean Charles” em mim ficou assim, mostrando como a dificuldade de viver em nosso país faz buscarmos coisas melhores fora dele. Abandonados a própria sorte o improvável pode acontecer como o trágico fim de Jean. Mesmo não tendo gostado tanto do filme devo dizer que foi válido refrescar minha mente com o assunto imigração. O filme e a história real de Jean Charles ensinam que sempre haverão riscos cabe a cada um saber o quanto vale corrê-los pelos seus sonhos.
”Jean Charles” chega ao fim e parto pros extras do dvd pra ouvir as explicações sobre tal produção, mas deixo esses comentários lá pro Pela Arte.. Sigo com “uma vida em filmes” no próximo dia. Então até a próxima sessão.
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