19 de Janeiro de 2010 – “500 dias com ela”

Após a noite anterior de “Maluca Paixão” com Sandra Bullock, acordei um pouco em cima da hora para ir trabalhar. Com força nas pernas, corri e cheguei a tempo no escritório. O dia correu tranquilamente no serviço apesar de o acúmulo das tarefas do dia anterior terem feito a terça-feira ter um pouco mais de trabalho que o normal. Talvez a expectativa do feriado no próximo dia tenha feito as coisas correrem tranquilamente.

Acabado mais um dia de trabalho e, graças a Deus, dessa vez sem obrigação de ir pra cidade resolver pepinos pessoais. Corri pra casa na expectativa de descansar e curtir mais um noite de filme. O filme sim ocorreu bem, já o descanso, isso é outra história.

Minha casa, ou melhor, a casa de minha mãe é como uma creche, a todo momento tem criança e os pais, mesmo atoa, tratam de jogar seus filhos pra lá e então o desespero começa. Não, não tenho nada contra crianças, já fui uma e convivi a vida inteira com elas. Na minha família nunca falta, entra geração e sai geração e lá estão as crianças de novo. Como disse não tenho nada contra, mas há momentos que tudo o que agente quer é chegar em casa e descansar num local organizado, silencioso e não numa algazarra total e com crianças isso é quase impossível ainda mais quando elas passam de 10.

As pessoas me perguntam: – Quando você vai casar e arrumar os seus?! – Minha resposta é um simples olhar de quem diz: – Acredite, deste mato não sai coelho! Acho que criei um trauma e pretendo conviver com crianças apenas em feriados e encontros familiares, passei minha juventude inteira convivendo com elas, quando estiver debaixo de meu teto quero um tempo de sossego pra mim. Não digo nunca, pois acho que é uma palavra que ‘nunca’ (risos) deve ser dita.

Pois bem, sendo infeliz no meu sonhado descanso procure outra coisa que me entretece e fui pro meus seriados e fiquei neles até resiste ao pedido já frequente pelo anime Naruto. Botei fim no Naruto diário e fui pro meu filme da vez, era hora de cuidar de mim.

A ótima escolha da noite foi a comédia romântica “500 dias com ela”. Botei o filme pra rodar e comecei a me apaixonar, junto com o personagem principal, pela ‘vadia’ Summer vivida por Zooey Deschanel. O ‘vadia’ acima se explica no final do filme pois ao mesmo tempo que Summer é apaixonante, é também odiosa (se é que esta palavra existe). O garoto que protagoniza o filme, que também fez a maravilhosa comédia romântica “10 coisas que odeio em você” se sai tão bem que quem assisti acredita em sua história com todas as forças.

Summer torna-se fascínio para o jovem que poucas vezes namorou, mas com jeito de quem sempre se apaixonou. Em certos momentos me senti no lugar de Tom e sofri junto com ele todas as dores causadas pela sua frustrante paixão. Os 500 dias são mostrados como um quebra cabeças em que precisa ser juntado para se entender toda a história. O formato do tempo no filme torna ainda mais belo o filme de qualidade não só escrita, mas também boa direção, ótimas interpretações e grande edição.

Um lindo filme que te deixa puto no final e que faz lembrar o quanto é triste viver um amor não correspondido. Já vivi muitos e acho que por isso a fácil identificação com o personagem, mas ao contrário dele já me conformei com a solidão e nem por isso paro com a vida. Os amores surgem e vão embora quando menos se espera e em certo ponto Summer é quem tem razão. Quem manda é a vida, não mandamos no nosso coração e muito menos nos corações dos outros. Seria maravilhoso dizer a ele - “não se apaixone” -, ou dizer ao do outro - “me ame” -, mas não é assim.

“500 dias com ela” me fez chorar, rir, torcer, xingar e mexeu muito comigo. Vivi junto com o personagem seus dias de amor e desamor até que lhe chegou uma outra estação e com ela a esperança de que as coisas iam se acertar e a vida continuaria como deveria ser. Desliguei o filme e fiquei na cama pensando nele, tive que assistir mais alguns episódios de Lost pra dispersa-lo do pensamento e só então conseguir dormir.

Findado mais um dia, era hora de recuperar energias para mais emoções de “uma vida em filmes”. Então, até lá!!

Seja o primeiro a comentar

Postar um comentário

Template by MamaNunes Templates.

Back TOP