13 de Janeiro de 2010 - “O Efeito da Fúria”

Amanheci nesse 13º dia do ano lembrando que era aniversário de minha sobrinha Adriele, a quem devo um ingresso pro cinema. Fiquei com medo de acabar virando político que promete e não cumpri mas mais uma vez prometi que as levaria no outra semana. Cheguei no trabalho e na internet as noticias do desastre do Haiti continuavam. Uma manifestação de ajuda mundial começou no twitter, ajudei da forma que podia apenas divulgando as campanhas que surgiam.

No serviço tudo ocorreu como de costume, a mesma rotina de sempre do escritório. Durante o almoço, terminei a leitura de “O Clube do filme” emocionado, como sempre fico em todo final de livro. Havia começado as inscrições em disciplinas da faculdade mas o sistema da mesma não colaborava. Fiz minha inscrição muito porcamente enquanto ainda estava no serviço. Chegou a tarde e com ela o fim do meu expediente, parti para o conforto e sossego do meu lar. Ou melhor o que deveria ser (risos).

Em casa faltava água e minha internet também estava ausente. Peguei no telefone e comecei o aborrecimento com a fornecedora de internet. A coisa na minha conexão era tão feia que nem a página do Google eu conseguia abrir. Fui vencido pelo cansaço e resolvi deixar esses problemas de lado e botei mais um filme pra rodar e tentar me aliviar do stress de um fim de dia frustrante.

Escolhi “O efeito da fúria”, ótima escolha para o momento em que estava vivendo (hehehe). O filme com um elenco de ‘catigoria’ começou me agradando com seu modo de edição. Com cortes de cenas da sequência principal o filme vai mostrando o ‘efeito’ que aquele acontecimento faz na vida de cada personagem.

“O Efeito da Fúria” mostra como cada um reage ao vivenciar um ato violento e com esse plote o filme agrada bastante e nos faz refletir sobre nossas próprias atitudes. O personagem de Forest Whitaker ganha um pouco de sorte enquanto a personagem de Dakota Fanning torna-se religiosa. A mãe vivida por Kate Beckinsale cria uma obsessão pelo médico de Guy Pearce esquecendo dos cuidados com o filho, ao passo que o médico passa a drogar a própria esposa criando-lhe constantes enxaquecas. Além dos personagens mencionados tem ainda o garoto que decide se matar após cumprir com a promessa de não falar nada depois do acontecido.

Assistindo esse filme fiquei pensando em quanta verdade tem nele, quantos traumas esses atentados terroristas, desastres naturais, acidentes e até o stress constante do dia-a-dia não nos provocam. Acabei fazendo uma ponte com o caso do Haiti, um país que em toda sua história só teve sofrimento e dor agora vive seu maior desastre, já considerado o maior desastre mundial desde de o Tsunami de 2004. Fiquei imaginando quantos traumas não seriam criados ao ver corpos e mais corpos empilhados nas ruas formando imensas barricas. “O efeito da Fúria” aqui é devastador e é real.

A fúria sobre o Haiti é da natureza. Talvez seja tal fúria o efeito do homem sobre a Terra. Talvez seja tal fúria o grito da natureza de dor do efeito do homem sobre ela. Fiquei refletindo sobre isso enquanto o filme chegava ao fim. O restante das peças foi se encaixando e a cena principal foi totalmente revelada enquanto os personagens começavam a se livrar do “Efeito da Fúria”. Acabava mais um dia de “uma vida em filmes” era hora de me desligar e reiniciar no dia seguinte.

Até a próxima! :|

 

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