20 de Janeiro de 2010 - “Divã”
Quarta-feira de feriado na capital e também em AraruCity. Araruama e Rio de Janeiro compartilham o mesmo padroeiro, São Sebastião. Muitos evangélicos ainda vivem descontentes com os feriados católicos mas aos poucos eles vão tomando seu espaço e não duvido nada que em alguns anos surjam os feriados evangélicos também. Isso é o Brasil minha gente e é por isso que eu o amo! Um feriado é sempre bem vindo e neste levantei as 10h.
Feriado lá em casa é sempre igual, junta-se toda a família e quando não tem churrasco tem almoço com carne assada e bate-papo na cozinha, ainda assim eu fiquei em minha toca com meus clipes ligados no último volume do home theater. Após o almoço e um bom banho, já por volta das 15h, decide ir logo pro meu filme do dia antes que o chato do meu primo chegasse aporrinhando.
Botei pra rodar a comédia nacional “Divã”. Sucesso durante anos no teatro, minha outra paixão a qual não frenquento mais devido a falta de tempo e e a falta de melhores produções em minha cidade. O filme protagonizado por Lilia Cabral me fez rir como não ria a tempos com um filme nacional. Já estava com o dvd do filme a algum tempo só aguardando tempo para assisti-lo e esse dia foi a ótima oportunidade, um feriado dedicado totalmente a ele.
A comparação dos filmes nacionais com as novelas sempre existiram mas acho ridículo as pessoas que criticam pois garimpando bem consegue-se grandes talentos na tv. A mania do brasileiro de querer se comparar ao americano é que faz esse mal, querendo ou não a novela faz parte de nossa cultura e mesmo que existam autores, diretores e elencos ruins sempre há aqueles que salvam e Lilia Cabral é uma delas. Atriz dos palcos, das telas e da tv ela é a dona do filme pois domina cada cena com perfeição e interpreta as falas do roteiro facilmente após anos vivendo a personagem nos palcos.
Sentada no “Divã” Mercedes conta a história de sua vida normal sem nem mesmo entender qual a necessidade da terapia em sua vida pois, como ela mesma conta, não se sente triste, nem depressiva e nem outra coisa errada lhe atormenta mas, em certo ponto, dá a entender que o motivo do tratamento pode ser a ‘felicidade’ de sua vida de casada e a partir daí sua vida será totalmente mudada.
As confusões na vida de Mercedes começam quando ela conhece o jovem irmão de uma de suas alunas e se apaixona pelo rapaz. Além da infidelidade ela experimenta maconha, começa a frequentar boates e vive em constante transformações e ‘picotadas’ no cabelereiro. De maneira muito engraçada todas essas confusões são mostradas no filme e eu me acabando de rir com a cena de Lilia Cabral e Gianechini fumando um baseado dentro do carro.
Quem passava perto da minha toca achava que estava maluco, tamanho era o som dos meus risos. Mas eu realmente me acabei de tanto rir com o filme. Mas “Divã” não era só comédia, era a história de uma mulher que, cansada da vida conformada que levava, decide viver.
Mônica é a amiga e confidente de Mercedes, vivida pela engraçada atriz Alexandra Richter e é essa personagem que aumenta o tom dramático do filme quando ele vai chegando ao fim e é com ela que Mercedes prepara a mensagem final do filme nessas frases:
Assim chega ao fim mais um grande sucesso nacional e o segundo filme brasuca que assisti em 2010. Em mim ficou o conforto de que nosso país anda muito bem no cinema e que conseguimos fazer filmes que alegram, emocionam e ensinam e isso tudo “Divã” fez. Desliguei o filme e coloquei os episódios de Naruto pro pessoal ver. Fui dar uma volta e na volta assisti um pouco mais de seriado ainda lembrando as cenas hilárias de “Divã”. Fui dormir e me preparar para a quinta-feira que viria prometendo como sempre um filme ao final do dia. Então até o próximo capitulo de “uma vida em filmes”.
“Quando eu vi essa foto, eu pensei, como a vida passa né e me deu um medo sabia. Medo de deixar essa vida passar todinha e nunca falar o fundamental. Por que o fundamental agente nunca fala.”
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